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Amanhã há Cicloficina no Largo Camões, em Lisboa

Pelo menos é o previsto! :-)

6ª-feira e domingo com bicicleta

Hoje é dia de Massa Crítica. Peguem na bicicleta e apareçam no Marquês, em Lisboa, até às 18h30, hora do arranque.

Cartaz Massa Crítica

A Massa Crítica, para quem não sabe, é uma volta pela cidade, à tradicional hora de ponta da última 6ª-feira de cada mês, em bicicleta (ou outros veículos movidos a energia humana), com carácter de celebração do uso da bicicleta. Não pretende ser de antagonização dos outros utentes da estrada, nem pretende ser anti-carro, é apenas pró-bicicleta (e andar a pé e de transportes públicos…). Apenas procura mostrar que a bicicleta é uma opção interessante, válida, divertida, amiga do ambiente, convivial, agradável e ao alcance de muita gente.

A Massa Crítica é aquilo que quem nela participa fizer dela, em cada edição. Se só aparecerem crianças a imagem que passará será a de um evento infantil, se só aparecerem betos, será uma cena de betos, se só aparecerem hippies será um evento hippie, etc. Se só aparecerem pessoas numa mentalidade de confrontação e anti-carro, será essa a vibe dessa bicicletada. Por isso é importante participar, quanto mais diversa e heterogéna for a Massa Crítica mais eficaz será em transmitir a ideia de que a bicicleta é para todos. Não há percursos pré-definidos, tudo é decidido na hora. É como se fosse um grupo a ir de carro para um casamento, por exemplo. Não é desporto, nem sequer é uma manifestação política tradicional. É apenas um grupo de pessoas a deslocar-se para um sítio, de bicicleta.

E no Domingo há uma Alleycat Race em Lisboa! É uma espécie de peddy-paper em bicicleta.

Alleycat Race Lisboa

E a Cicloficina de Junho coincidirá parcialmente com a corrida (foi adiada justamente para isso, pois vai ser um dos checkpoints da Alleycat).

Logótipo Cicloficina Lisboa

Na Cicloficina é possível obter alguma ajuda a resolver pequenos problemas na bicicleta (afinar travões e mudanças, apertar parafusos, montar peças ou acessórios, etc), e aprender a fazê-lo.

Não vou poder ir à MC hoje :-( , mas estarei na Alleycat Race, visto eu e o Bruno (que estará na Cicloficina) estarmos a ajudar o Ricardo na organização.

Divulguem estes eventos ciclo-culturais, participem e levem amigos! ;-)

Nós pedalámos

Bué. Mesmo bué, porque além do que está neste mapa (feito pelo Hernâni), falta contabilizar de casa até à estação de Paço de Arcos (onde apanhámos o comboio), depois desde a estação do Cais do Sodré até ao Arsenal da Marinha, de onde começou a contagem. E depois, no regresso, falta o percurso que fizemos desde Linda-a-Velha até ao Jamor e depois à beira-mar desde a Cruz Quebrada até Paço de Arcos, e daí até Porto Salvo e até casa. O Bruno não controlou rigorosamente, mas pelo conta-quilómetros, estima-se em cerca de 80 km. Pensei que fosse ficar exausta e que não me conseguiria levantar no dia seguinte, mas espantosamente, estava fresca que nem uma alface. :-P E fizemos aquilo tudo numa cargobike, sendo que o Bruno levava uns 10 kg em ferramentas e bombas de ar. Not bad at all, dado que diariamente pedalamos apenas, e em média uns 5 a 10 km, por aí, sem fugir do alcatrão e sem grandes declives. Nesta volta passámos por alcatrão bom, alcatrão em degradação, terra em lama, terra com calhaus, subidas vertiginosas, etc.

De que falo? Do passeio reivindicativo “Nós pedalamos“, antigo “Belém-Trancão”, em que eu e o Bruno participámos, integrados com o grupo da Ciclo-Via.org, Gonçalo, Miguel, Kátia, Fábio, Enzo e Hernâni, que prestou serviço no âmbito de uma Cicloficina móvel de apoio ao evento, além de termos ajudado com a condução do grupo em dois cruzamentos. :-)

O Gonçalo arranjou um kung-fu para espalhar a palavra:

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O Enzo preparou umas folhas com o nome “Ciclo-Via.org” pra pormos nas t-shirts, mas acabaram por cair (excepto a dele, curiosamente, que aguentou até ao fim, penso).

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O Hernâni avançou uma estimativa / registo de memória das intervenções da Cicloficina Móvel:

Antes da partida:
1 furo
Encher vários pneus
Ajustes de travões
1 desviador traseiro desmanchado (Caiu o parafuso e espalhou-se em peças)

Até ao parque das nações:
mais 2 furos
1 banco desapertado
1 banco mal regulado

Antes da chegada:
1 crank desapertado
1 corrente partida e mal montada
encher pneus
afinação de mudanças
muito apoio moral

A equipa da Ciclo-Via.org foi essencial para o sucesso do evento, pois evitou que os vários participantes que tiveram problemas técnicos nas suas bicicletas, ainda antes da partida ou ao longo do percurso, tivessem que ficar em terra, voltar para trás, ou esperarem para serem “recolhidos” por alguém, permitindo que toda a gente concluisse o passeio. :-) [Eu cá apenas ajudei a controlar um cruzamento.]

Um vídeo oficial:

Sim, fui entrevistada assim, sem pré-aviso nem nada, de chofre sem dó nem piedade. Mas como puseram a música alta e tal, e nem puseram tudo até passa despercebido. :-P

As fotos que consegui ir tirando ao longo da volta toda (não só do passeio do GEOTA), aqui.

Foi um dia muito bem passado, a pedalar, a conhecer novos sítios, a conversar. :-)

Quanto ao passeio em si, achei que tinha algumas falhas a nível de organização (nada de monta, contudo: posição da equipa de socorristas, assistência técnica [coberta por nós numa base voluntarista, inédita no evento, e preparada pouco antes], dicas de circulação em pelotão inexistentes, fraca recepção a nível de animação e rentabilização do evento e de apoio aos participantes e voluntários em termos de “combustível”), achei a hora e o local de partida desajustados do propósito do passeio, a reivindicação de um corredor verde, pois o nível de exposição pública do mesmo a partir de um local fechado, às 8h de um domingo é mínima. Também não gostei da experiência de andar a li em pelotão, numa massa densa e progressivamente mais dispersa, soube a corrida lenta, obrigação, não teve um feeling de passeio, de desfrute da viagem e da paisagem (raros foram os locais com paisagem agradável, piso a condizer e espaço visual aceitavelmente livre de outros ciclistas por onde espreitar essa paisagem). Isto é algo que não é fácil de “resolver” nem sei se é algo a resolver… :-P

BiciCamp II – the comeback

No próximo domingo, dia 18, é dia de Cicloficina e dia de BiciCamp! :-)

Na Crew Hassan, a Cicloficina funcionará entre as 15h e as 17h (começa e acaba meia-hora mais tarde que o habitual).

O BiciCamp está previsto começar às 18h (altura em que a Crew Hassan abre – as salas de cima, visto que para a cave, para a Cicloficina, temos chave). Poderemos usar a sala principal (à entrada no 1º piso, mais outra sala interior).

Esta 2ª edição do BiciCamp pretende ser uma continuação dos temas da 1ª, no fundo. As bicicletas no OE, o OPLx, o CE, a associação. O funcionamento é idêntico, em formato de desconferência.

O wiki desta 2ª edição está aqui (podem ver o que se discutiu em Dezembro aqui). Inscrevam-se, mesmo que não saibam ainda em que Tema, é só para nos dar uma ideia de quantas pessoas esperar. Ou então apareçam só e pronto. Mais livre que isto é difícil. :-P

Às pessoas que se comprometeram com tarefas, nomeadamente recolha de informação e afins, peço que tentem colocar no wiki essa mesma info, mesmo que não possam participar neste 2º BiciCamp. Isso permitirá que outros possam ir avançando a partir dessas contribuições, em vez de continuar tudo por fazer. Não é necessário registo para editar as páginas nem para criar outras.

O projecto da nova associação já tem um sítio e um wiki próprios dentro do Bicicultura.org.

A discussão do CE é uma oportunidade de discutir entre nós as alterações que achamos necessário reivindicar, para melhorar e completar o actual CE, através de uma nova petição. Listei os pontos e questões a abordar no wiki, indicando os respectivos artigos do CE, para que os interessados possam pensar nessas questões antes e assim acelerarmos a discussão no dia.

Há desenvolvimentos na questão das bicicletas no IRS (OE2009), e juntamente com a questão do Orçamento Participativo de Lisboa, são coisas “para já”.

Da outra vez a desconferência durou cerca de 3 horas, pelo que é razoável contar com esse tempo também para esta. Quando acabar, acabou. :-)

Este tipo de eventos são uma oportunidade fantástica de nos conhecermos, de convivermos, trocarmos dois dedos de conversa, aprendermos umas coisas e ensinarmos outras, e trabalharmos juntos por algo que é do interesse de todos nós, como utilizadores de bicicleta e elementos desta “nova” cultura urbana da bicicleta. :-)

Apareçam e participem! :-)

Cicloficina & BiciCamp

Cicloficina de Lisboa (Dez '08)Hooray! Foi muito fixe! :-)

A conjugação espaço-temporal do BiciCamp com a Cicloficina ajudou a dinamizar esta última, acolhendo as pessoas à medida que iam chegando, e servindo de antecâmara para a desconferência. Podem ler um relato desta segunda e última sessão de 2008 no blog do projecto.

Foi giro estar pessoalmente com algumas pessoas que nos habituamos a encontrar em listas de e-mail, rever pessoas que vimos anteriormente em Bicicletadas, consolidar algumas associações nome-rosto, ver pessoas novas a aparecer… :-)

Podem espreitar algumas fotos que tirei durante a Cicloficina, disponíveis aqui.

Foi uma oportunidade de distribuir alguns autocolantes “menos um carro” que o Bruno tinha mandado fazer depois de se falar nisso na lista da MC, aqui há uns tempos atrás.

Cicloficina de Lisboa (Dez '08)

O Gugas, o mais novo participante destes dois eventos, encarregou-se de colocar um nas costas da sua cadeirinha, na bicicleta do pai. :-)

Cicloficina de Lisboa (Dez '08) Cicloficina de Lisboa (Dez '08)

Cicloficina de Lisboa (Dez '08) Cicloficina de Lisboa (Dez '08)

O BiciCamp começou cerca de 45 min mais tarde do que o previsto. Tal teve a ver com o facto de a Cicloficina se ter arrastado um pouco mais também (as pessoas chegavam para a desconferência e no meio da conversa, ah, já agora, via-se este problemazito aqui ou ali), e com o facto de termos a cave, além do corredor de entrada, ocupados com sacos de lixo de um evento qualquer anterior. :-( Era aí que prevíamos conseguir arrumar algumas das bicicletas dos participantes, pelo que gerir a situação foi mais moroso do que o inicialmente planeado. O Ricardo foi quem cuidou destas questões de logística e de comunicação com a Crew Hassan, além de também ajudar na Cicloficina. Outro problema foi lanchar, esperávamos ter o bar aberto pelas 17h mas foi só mais tarde, pelo que alguns de nós fomos comer qualquer coisa a um café em frente (temos pena, mas sem comida no estômago, não há banana para ninguém).

Acho que na próxima edição nada disto se repetirá, aquele dia foi “anormal” na Crew Hassan, por causa do evento Natal Social que decorreu também nessa noite, e a experiência desta primeira desconferência também permitirá melhorar as subsequentes.

Tirei poucas fotos, e ficaram mázinhas, mas é o que se arranja. Estão aqui.

1º BiciCamp em Lisboa 1º BiciCamp em Lisboa

Durante a Cicloficina, e durante o BiciCamp, senti-me mesmo contente com aquilo. Uma sensação de comunidade que só me lembro de sentir no “Um dia por Lisboa” a que assisti há tempos. :-)

Quanto ao tema que propus, o Código da Estrada, não tive oportunidade de apresentar e discutir com os aderentes ao grupo mais que 20-25 % do mesmo, nem deu para aquecer :-P , mas valeu a pena pelo input mesmo assim. Espero continuar na próxima desconferência, porque interessa-me obter feedback de outras pessoas, e ter acesso a diferentes perspectivas para afinar as minhas impressões e opiniões, e consolidar um conjunto de propostas de alteração ao CE.

Gostei do formato da desconferência. Fiz a minha apresentação com um slideshow a passar no portátil, apoiado numa cadeira ao meu lado, que me ia indicando o caminho e que servia de apoio ao que eu ia dizendo, mas diferiu de uma apresentação convencional porque a conversa ia fluindo, em vez de ser relegada para o final. A consequência foi que muito ficou por apresentar, mas o mais importante é que aquilo que foi apresentado foi discutido e não ficou “para a próxima”. Gostei do contexto, com todos sentados no chão em roda, ao mesmo nível e próximos como numa conversa de coffee break. Apesar da timidez e inibição social que me são intrínsecas e com as quais me debato sempre em situações destas, aquele contexto permitiu-me sentir-me à vontade e não-intimidada. :-) Algo que não aconteceria num evento mais convencional.

Estou muito contente por termos arriscado o formato da desconferência, por termos avançado com o evento mesmo on short notice, e estou ainda mais contente por ter visto interesse por parte de tantas pessoas. :-) Vamos ver se conseguimos ir mantendo as coisas a mexer e a avançar! ;-)

Fomos para Lx de bicicleta (com boleia do comboio entre Paço de Arcos e o Cais do Sodré), onde as Xtracycle deram um jeitão para transportar o quadro branco, o flipchart, as ferramentas, etc, para a Cicloficina e para a desconferência.

A caminho da Cicloficina & BiciCamp

Apanhámos o comboio de volta à meia-noite, depois de jantarmos e darmos mais dois dedos de conversa na Crew Hassan. Pedalar de volta para casa, àquela hora, foi fixe. Já sabem que adoro pedalar de noite, é uma paz, foi o final de dia perfeito. :-)

A discussão dos Temas do 1º BiciCamp continua no wiki, que foi entretanto ligeiramente reformulado para evoluir com o desenrolar dos acontecimentos. E a 2ª edição está já prevista para dia 18 de Janeiro, também a seguir à Cicloficina, e prevê-se que seja uma continuação da 1ª, com os mesmos temas, provavelmente.