Archive for the 'sociedade' Category

“Live long enough to find the right one”

Uma amiga enviou-me isto por mail e encontrei no YouTube. A versão hetero:

E a versão homo masculina:

Achei engraçado. :-)

Subtilezas da inconsciência

Neste tipo de situações, por que é tão raro ver a carrinha estacionar em paralelo, ocupando vários lugares de estacionamento, em vez de simplesmente “comer” os passeios? Por que é que, quase inconscientemente, respeitamos infinitamente mais as pessoas dentro de carros do que as que estão a pé?

É o paradigma cultural...

“Os putos do bairro”

Há uns putos aqui do bairro social ao lado que gostam de atirar pedras às casas dos outros quando por aqui passam. É um hobby. Às vezes é fruta (que arrancam e roubam das árvores do nosso quintal), outras é pedras. A varanda do meu quarto é alvo frequente. Não sei como ainda não acertaram em alguém, ou não partiram um vidro ou danificaram um carro. Pura sorte nossa, presumo. Até ver…

Hoje a minha mãe presenciou a cena. Era já no “lusco-fusco”, noite, e ela não lhes conseguiu ver as caras. Mas perguntou-lhes porque faziam aquilo, se alguém dali lhes tinha feito algum mal. Eles responderam o habitual, “vai pró caralho”. A minha mãe é conciliadora. Desde sempre, desde que o bairro práqui veio, que ela tenta falar com os míudos que nos entravam no quintal e se empoleiravam nas árvores, partindo-as, para arrancar a fruta (geralmente ainda verde), tentar estabelecer uma relação, tratá-los como pessoas, perceber porque fazem o que fazem e explicar por que não devem fazer algumas dessas coisas e do modo como fazem. Diz-lhes que prefere que lhes peçam a fruta do que a roubem. Talvez tenha resultado algumas vezes, ou com certos putos, mas não faz milagres.

Há algo de revoltante em ter pedras atiradas à nossa casa. Uma pessoa sente-se humilhada, agredida, vulnerável, desprezada. A vinda destas pessoas para aqui não foi pacífica. Houve muitos roubos no início (inclusivé a nossa casa), muitos grupos de miúdos a circular por aqui e a fazer merda. Os putos na minha época também roubavam fruta, entravam em alguns quintais, tocavam às campainhas. Mas não apedrejavam casas, não insultavam os vizinhos descaradamente, na cara deles. Ter polícias à paisana à porta de casa, a controlar o bairro era normal, como o era ter que chamar a polícia por causa de carros roubados ali abandonados (era o “transporte público” à noite, para chegarem a casa). Até operações especiais com armas e polícia à paisana já pude ver da minha janela. Pessoal a conduzir em excesso de velocidade e em défice de segurança também é frequente, e perseguições policiais já levaram a acidentes graves aqui. Os bandidos são reis, impunes, fazem o que querem. Adultos e crianças.

Este bairro social tem melhor aspecto (os prédios, os canteiros ajardinados, os bancos de jardim, a iluminação, a escola ali ao pé, etc, do que as localidades onde foram implantados, pelo que a argumento dos “coitadinhos”, estão ali no guetto, sem infrastruturas nenhumas e não sei quê” não pega. É algo além.

Quando vi este bairro incluído na lista dos piores aqui em Lisboa, num artigo do Sol do passado fim-de-semana, fiquei um bocado com (mais) medo de andar por aqui de bicicleta pra cima e pra baixo, muitas vezes às tantas da manhã… :-(

Viver com medo é terrível. Uma pessoa não deveria ter medo de andar na rua com as suas coisas e ser roubada ou atacada por isso. Não devíamos ter medo dos marginais e dos criminosos, eles é que deviam ter medo de nós. Está tudo ao contrário.

Entretanto, pequenos grandes projectos dão-nos alguma esperança na capacidade da nossa sociedade de se curar e equilibrar…

Mensagens subliminares

O paradigma da supremacia do automóvel revela-se nos mais inesperados (or not) detalhes:

Maldito mindset, bolas!

O passeio já é pequeno, adivinhem onde colocaram os aparelhos de controlo de passagem de automóveis no Bairro Alto?…

A look into our future?

É na Inglaterra, mas já se vêem algumas destas questões por cá, mesmo que em menor escala. Se fôssemos uns tipos inteligentes aprendíamos com os outros e evitávamos trilhar os mesmos caminhos, why not jump throught some of the mistakes?

É um documentário da BBC:

A Grâ-Bretanha está à beira de uma escalada na crise de road rage. Filmando em algumas das ruas do Reino Unido mais congestionadas pelo trânsito, esta investigação especial expõe o quão má a situação se tornou, à medida que a violência e abusos na guerra entre motoristas, ciclistas, políticos e polícia entra em escalada sem nenhuma solução à vista.

Durante décadas, o sempre crescente número de motoristas no Reino Unido têm sido reis da estrada; pagando impostos e taxas de combustível, eles acreditam que as ruas lhes pertencem. Mas agora o equilíbrio de poder está a mudar. Números crescentes de ciclistas e peões estão a exigir, e a exercer, direitos iguais à estrada e a raiva em cada facção está a aumentar.

Encontrado via o fantástico Streetsblog.

Humor: um recurso pouco aproveitado?

Epá, era muita fixe fazer isto cá!! :-D

Às vezes o sinal de stop sozinho não é suficiente para as pessoas pararem. Talvez com uma gargalhada se consiga maior eficiência? ;-) Pelo menos foi o que pensou o Presidente da Câmara de um subúrbio de Chicago. :-)

[Via] (dica do Bruno)

Mais uma reportagem sobre a guerra civil em curso

Na RTP, emitida a 13 de Janeiro de 2008.

Isto é tão vergonhoso, a impunidade, a condescendência com que as autoridades (leia-se, juízes) olham para os criminosos, desvalorizando as vítimas (imaginem se a moda pega e passam a fazer isso com tudo na nossa “Justiça”…), que é revoltante…

Acho muito bem!

Oportunidade de negócio: serviço de acompanhantes de pessoas em cadeiras-de-rodas que fossem abrindo caminho com métodos destes… :-P

O mundo está a mudar

Nascimentos de meninos vs. meninas - 106:100 para 50:100

Enquanto este tipo de dramas se passava na China (devido à política do filho único para controlo do crescimento da população) e na Índia (porque as filhas mulheres implicam dote e mais não o quê) por motivos culturais, onde os bebés do sexo feminino ou são abortados ou são assassinados porque valem menos ou exigem maior despesa ou investimento,… passava um bocado ao lado, ainda mais quando o que faltava eram mulheres. Mas se isto realmente começa a afectar o Ocidente e a causa é “ambiental” (mas provocada pelo Homem), e são os homens a desaparecer, e em larga escala, de certeza que vai haver mudanças grandes…

Quando se diz que “o futuro é das mulheres”, nunca pensei que fosse por no futuro simplesmente não haverem quase homens nenhuns… :-P

Agora a sério, isto é grave. É grave porque isto pode significar desequilíbrios entre os sexos, defraudando as naturais expectativas dos jovens de casar, ter um companheiro, ter filhos, etc. E é grave porque estes químicos podem provocar um aumento dos distúrbios de desenvolvimento a nível sexual (sexos genético, anatómico e cerebral não coincidentes). Penso eu de que…

Votos de um Natal sem prendas

Sim, porque as pessoas que escolhem deixar os presentes para oferecer noutras alturas do ano podem passar esta época calmas, com mais dinheiro no bolso, sem envelhecer prematuramente por causa do stress das compras, tendo tempo para passear e passar tempo com a família, dispensando as compras e prendas sem sentido nem valor nem significado (comprar porque se tem que oferecer algo). Abdicar da bonecada, do plástico, do excess packaging and wrapping, do lixo, do desperdício. As pessoas levam uma vida parva, sem tempo para conhecer as outras pessoas e saber o que as fará felizes, verdadeiramente, sem tempo para se dedicarem a elas pensando a sério as prendas que oferecem. Detesto prendas tipo bugigangas sem significado nem utilidade. Detesto prendas para encher chouriços. Detesto-as para mim e detesto-as para os outros. Por isso sou difícil de agradar (ou pelo menos contentar) e escolher prendas dá-me o triplo das dores de cabeça que ao average Joe. Because I care. E isso dá trabalho com’ó caraças, pá.

A todos, um bom Natal, com casa quentinha, comida boa na mesa e muita gente em casa. ;-) E não se esqueçam de pôr para reciclar todo esse papel e afins das prendas. Ai a loucura, a loucura… :-P

As touradas são uma indignidade

Incapazes de amar

Este homem de 45 anos, “simplesmente não consegue amar mulheres verdadeiras“. Em vez disso, compra bonecas realistas (sex dolls) que acumula em casa, um harém de silicone, nas quais já gastou mais de 172.000 USD (algo como 117.000 €). É a elas que recorre para “amor, afecto e sexo“. “Uma rapariga humana pode ser-te infiel ou trair-te às vezes, mas estas bonecas nunca fazem essas coisas. Elas pertencem-me a 100 %.” What a fucked up guy… E parece que esta incapacidade de relacionamento humano, de estabelecer uma relação afectiva/amorosa/sexual com outro ser humano, afecta cada vez mais homens no Japão…

Haverá algo mais triste que a incapacidade de amar (e ser amado)?…

Lembram-se do filme “Boneca Mecânica”, com a Melanie Griffith (Cherry 2000)? Eu gosto bué deste género de filmes que exploram a fronteira homem-máquina (Terminator, Bicentennial Man, I Robot, Artificial Inteligence, etc), o tema fascina-me. Claro que a Cherry realmente parecia uma mulher verdadeira, era um robot hiper-realista. Estas são apenas bonecas imóveis.

Espero que um dia estas bonecas-robot sejam mesmo muito realistas e hiper-baratas, talvez o tráfico, violação e escravização, abuso e violência dos homens (e algumas mulheres!) sobre as mulheres (reais) acabe, se as bonecas servirem a procura de sexo e violência por parte de homens perturbados e/ou sem escrúpulos. Vi há umas semanas na televisão um filme sobre esta questão e fiquei horrorizada. Uma coisa é ler sobre isso e ver uma coisa aqui e outra ali, outra é espreitar a vida de alguém concreto enredado nesse pesadelo do tráfico e exploração sexual de mulheres… Não compreendo como pode haver gente tão cruel…

A onda do eco-consumo e outras nuances de greenwashing (da consciência ou do marketing)

O João Nunes enviou este vídeo para a lista da MC, um grande achado:

É uma onda em grande expansão no Ocidente e, embora possa ser bem intencionada, os seus seguidores podem incorrer em algumas armadilhas de raciocínio. A sustentabilidade EXIGE um redimensionamento das nossas necessidades. O tamanho das nossas casas (e o número delas que possuímos!), o tamanho e outras características do carro que temos e/ou conduzimos (e o número deles!!), a quantidade de electrodomésticos consumidores de matéria-prima e de energia, as deslocações que fazemos e por que meios as fazemos,…

Um estilo de vida com uma casa principal e sei lá quantas de férias, não sei quantos carros, mesmo que seja uma “eco-casa”, uma moradia de várias centenas de m2 não é “verde”. Um SUV tipo tanque nunca será “verde” mesmo que seja híbrido. Ter a casa cheia de tralha secundária não é verde mesmo que essa tralha seja feita de “eco-materiais”…

A sustentabilidade passa por ter menos e usar menos, e só depois, e aí sim, aquilo que temos e usamos ser feito de materiais reciclados e/ou recicláveis, não tóxicos nem a jusante nem a montante, e sempre que possível fabricados localmente, com materiais locais. O american way of life (tudo em versão XXL) não é sustentável mesmo que seja “eco”.

Beware of marketing greenwash (and its sins), but also of your own conscience’s greenwash…

“Pele - o eco-vestuário por excelência”

O greenwashing está a assolar todas as áreas do consumo. Agora querem fazer crer aos consumidores que as peles de animais (verdadeiras) são “verdes”, “eco”… Valha-nos Santa Engrácia…