Archive for the 'política' Category

Humor: um recurso pouco aproveitado?

Epá, era muita fixe fazer isto cá!! :-D

Às vezes o sinal de stop sozinho não é suficiente para as pessoas pararem. Talvez com uma gargalhada se consiga maior eficiência? ;-) Pelo menos foi o que pensou o Presidente da Câmara de um subúrbio de Chicago. :-)

[Via] (dica do Bruno)

Remember, remember, the 5th of November…

[Via]

Greenwashing em fotos

Já criei o tal grupo no Flickr para reunir exemplos de “greenwashing” da indústria automóvel.

«About Car greenwashing

This group is meant to gather evidence and examples of the growing trend of greenwashing of the traditional automobile industry. Cars are suddenly and apparently becoming “green”, “eco”, “ecological”, “environment friendly”, and so on.

Cars need to get smaller, more energy effcient, made of recyclable and non toxic materials and get better engines and pollute less. They also need to be used less often and more frequently carrying more passengers and/or cargo, putting a stop to 5 seats’ cars running around with only 1 person inside…

Technology and product design must keep on improving, but please don’t try to fool us by associating buzz, trendy eco-conscience words to obsolete concepts.»

Logo que tenha tempo ponho a descrição também em português. :-P Quem quiser contribuir com exemplos pode juntar-se ao grupo como membro ou enviar-me as fotos (bananalogic @ gmail.com) que eu coloco-as online com os devidos créditos.

Na Noruega o governo proibiu o uso de termos como “limpo”, “verde” e “amigo do ambiente” nos anúncios a automóveis…

UPDATE 30 Set: Depois de ver o post do Renato e seguir uns links, vi num comentário o link para um vídeo. Resolvi criar um grupo no YouTube, assim cobrimos foto e vídeo. ;-)

Reino Unido defende direito ao ar

Depois da Irlanda, Gales e Escócia, é a Inglaterra a ser smoke-free a partir de dia 1 de Julho de 2007. O Reino Unido passará a ser o maior país smoke-free do mundo. :-)

Em Portugal falam, falam mas não fazem nada. Eu bem gostaria de sair mais vezes a bares e afins, e mesmo umas discotecas pra curtir a música e dançar um pouco. Mas com tanto fumo não consigo estar. É suposto uma pessoa sair e ir a um lugar para se divertir e passar um serão agradável. Se não consigo respirar, se me ardem os olhos e a garganta, se o meu cabelo, pele, roupa, mala, etc ficam a tresandar a tabaco, um cheiro seco e insuportável, obviamente não estou a divertir-me nada. Quando vou, tento sair o mais depressa possível e acabo por consumir menos do que poderia. E na maior parte das vezes nem chego a sair.

Aqueles empresários todos sempre a queixarem-se que se proibirem o tabaco os clientes desaparecem, nunca pensaram que há outros clientes que não aparecem justamente pela ausência de proibição… Tónis. Por mim, que se lixe. Um dia ainda abro uma rede de bares smoke-free e agarro o nicho de mercado. Já se a proibição for real e não ao gosto do empresário, lixa-me a ideia de negócio. ;-)

Oeiras lança Combus

«O Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, apresentou hoje, 16 de Maio, em Carnaxide os três primeiros Combus, carreiras urbanas de transporte colectivo com benefícios sociais.

Carnaxide, Linda-a-Velha e Queijas são as primeiras freguesias onde as novas carreiras vão circular a partir de Junho.

O serviço será posteriormente alargado às 10 freguesias do Concelho e vem colmatar algumas lacunas sentidas no que diz respeito aos circuitos normais que actualmente são praticados. Surge também tendo em vista a melhoria das condições de vida da população, nomeadamente crianças, idosos e os mais carenciados.

Nestas novas carreiras serão praticados dois tarifários: normal e especial não sendo válidos os demais títulos de transporte colectivo de passageiros comercializados pelo Operador, nem quaisquer outros títulos de outros operadores. (…)»

Notícia no site da CMO.

Acho que é uma boa iniciativa. :-)

Caça aos farsantes na web

Via Times Online, no Reino Unido a partir de 31 de Dez de 2007, os estabelecimentos comerciais (hotéis, restaurantes, lojas online, etc) e demais empresas que publiquem online generosas reviews deles próprios (ou criando mesmo websites inteiros) sob falsas identidades (fingindo serem clientes) poderão ser identificados e expostos ou até mesmo processados criminalmente. Isto será resultado de uma directiva europeia que proíbe os comerciantes de “falsamente se representarem a si próprios como um consumidor”. Isto aplicar-se-á igualmente a autores que elogiem os seus próprios livros sob uma falsa identidade em sites como a Amazon. (…)

A mudança faz parte de uma revisão a nível europeu das leis de protecção do consumidor. Irá obrigar as empresas a não induzirem em erro os consumidores e irá também banir práticas comerciais agressivas tais como a venda porta-a-porta, saldos por liquidações fictícias e usar as crianças para pressionar os pais a comprar produtos.

São boas notícias! :-) Só gostava de saber se a lei também acautelou o reverso da moeda naquilo das reviews falsas (inventadas) ou feitas sob identidades falsas ou que não explicitem os interesses do autor (se eu fizer uma review de um produto que eu uso mas que também vendo tenho que indicar esse facto!), ou seja, esse mesmo tipo de review mas feita para denegrir a concorrência ou os seus produtos. Na minha opinião as duas coisas têm que ser previstas e legisladas pois estão intimamente interligadas.

Claro que isto pode tornar-se um bocado perverso. Antes de sermos empresários somos também consumidores. Teremos que estar sempre de sobreaviso de cada vez que comentamos um blog, uma notícia, ou que postamos no nosso blog pessoal, porque podemos estar a falar de experiências e opiniões nossas individuais que possam ser interpretadas como uma tentativa de bajular produtos que também vendemos (além de os usarmos como consumidores) ou de denegrir produtos vendidos por terceiros ou serviços e trabalhos feitos também por terceiros. Ou teremos que passar a assinar todos os nossos comentários e posts com uma assinatura com um disclaimer tipo “Atenção, eu sou fulano tal, trabalho na empresa tal, e tenho interesses nos negócios tal e tal”. G’anda seca. :-P Era tudo tão mais fácil se fôssemos todos honestos e de boa índole. :-P

Prova de procriação necessária para validar um casamento

Tradução:

A “Aliança de Defesa do Casamento de Washington” (Washington Defense of Marriage Alliance procura defender o casamento entre pessoas do mesmo sexo naquele estado dos EUA desafiando a decisão do Supremo Tribunal no caso Andersen v. King. Esta decisão, tomada em Julho de 2006, declarou que um “interesse estadual legítimo” permite à Legislatura limitar o casamento aos casais capazes de ter e criar filhos juntos. Por causa deste “interesse estadual legítimo”, é admissível negar o direito ao casamento legal aos casais do mesmo sexo.

A forma como estamos a desafiar a decisão daquele caso é invulgar: usando a iniciativa, estamos a trabalhar para pôr a decisão do Tribunal na Lei. Faremos isto através de 3 iniciativas: 1) fazer da procriação um requisito para o casamento legal, 2) proibir o divórcio ou separação legal quando há crianças, 3) tornar o acto de ter filhos juntos o equivalente legal a uma cerimónia de casamento.

Absurdo? Muito. Mas há uma base racional para este absurdo. Através destas iniciativas esperamos incitar a discussão sobre as muitas assunções equívocas que formam a decisão do caso Andersen. Fazendo aprovar as iniciativas, esperamos que o Supremo Tribunal as ataque como inconstitucionais e assim enfraqueça a decisão de Andersen. E no mínimo, será muito divertido ver os sociais conservadores que sempre berraram que o casamento existe para o único propósito da procriação serem forçados a engasgarem-se na sua própria retórica.

Iniciativa 957

Se aprovada pelos eleitores de Washington, a Iniciativa da Defesa do Casamento iria:

* acrescentar a frase “que são capazes de ter filhos um com o outro” à definição legal de casamento;

* requerer que os casais casados em Washington apresentem prova de procriação dentro de 3 anos após a data de casamento sob pena de ter este automaticamente anulado;

* requerer que os casais casados fora do Estado apresentem prova de procriação até 3 anos após a data de casamento sob pena de ter este classificado como “não-reconhecido”;

* estabelecer um processo para apresentação de prova de procriação; e

* tornar crime pessoas num casamento não-reconhecido receberem regalias de casadas.

Lindo! :-D

[Via BoingBoing]

Mapa dos Direitos dos Humanos do Sexo Feminino

As leis que regem a opção aborto.

Na Europa:

europe_abort416x416.gif

No mundo:

abortionlawsmap.png

[Via Fórum David Aragão]

Luzes do carro sempre ligadas?

Parece que a UE está a pensar obrigar os automóveis a andar permanentemente de luzes ligadas, mesmo de dia… A mim não me parece que isto seja uma medida relevante, mas ok…

Por outro lado, uma medida muitíssimo relevante é a de obrigar todos os comboios na União a transportar bicicletas, nomeadamente, a ter áreas especialmente vocacionadas para transportar carrinhos de bebé, bicicletas e equipamento desportivo (talvez, pranchas de surf e coisas do género). Cool! :-)

Reality check

Incentivos à natalidade:

Localizado, freguesias de Arroios e Provezende, no distrito de Vila Real, Portugal: 250 € / nascimento.
A nível nacional, Alemanha: 25 000 € / nascimento.

Sem comentários.

Boas notícias para o ambiente

Via Treehugger soube que desde 1 de Janeiro de 2007 os fabricantes de automóveis europeus são obrigados a recolher para reciclagem carros “mortos” de qualquer ano. Notícia apareceu na BBC. A quantidade de materiais prejudiciais tais como o mercúrio e o chumbo serão agora também reduzidos pelos fabricantes nos novos modelos.

A queda no valor da sucata levou a que se passasse de uma situação em que os sucateiros pagam ao proprietário do carro fora de uso para uma situação em que os donos do carro têm que pagar ao sucateiro. O resultado é que muitos abandonam os carros na via pública, e ficam as autoridades locais com o ónus da remoção.

Pretende-se reciclar ou reutilizar mais de 80 % de cada veículo.

Daqui a uns seis meses será implementado um esquema similar para equipamentos eléctricos e electrónicos.

Salvem a internet!

A luta continua…

“Imigrantes são bom negócio”

Na Visão desta semana vem um artigo pequenino em que é dito que algumas prisões privadas americanas estão entre as 10 empresas mais rentáveis, na Bolsa de Nova Iorque. Explicam também que o negócio começou a prosperar desde que o Bush anunciou a sua campanha anti-imigração clandestina que levará para a cadeia 27 mil “sem-papéis”.

Fiquei parva:

  1. não sabia que havia prisões privadas… Isso não devia ser algo apenas reservado ao Estado? Não é preocupante que haja privados a ganhar com ter mais pessoas atrás das grades? Os lobbies deste género, contra os imigrantes, por exemplo…
  2. os EUA têm a maior população prisional do mundo (2,1 milhões de pessoas), o que dá 1 recluso por cada 140 cidadãos “livres”… (!!)

Que raio, faz algum sentido que ponham pessoas na prisão antes de elas cometerem crime algum? Como se pode criminalizar alguém por simplesmente se deslocar na Terra? Quem somos nós para impedir outros de sair de dentro de um conjunto de linhas imaginárias desenhadas no chão? Isto não pode estar certo!! :-(

An Atheist Manifesto, by Sam Harris

Ainda não consegui ler tudo, mas estou a achar excelente. :-) Não conhecia este tipo. Já sou fã.

Imagine there’s no heaven.

Sam Harris: the Thruthdig interview

Bons exemplos vindos da Irlanda

O governo da Irlanda do Norte propôs-se alterar os regulamentos da construção para tornar obrigatório para todos os novos edifícios construídos a partir de 2008 o uso de energias renováveis. Isto aplicar-se-á a todas as casas, edifícios empresariais e públicos, tornando a micro-geração, tal como painéis solares para aquecer água, painéis solares fotovoltaicos nos telhados para gerar electricidade ou pequenas turbinas eólicas, obrigatórios. O programa oferecerá subsídios de até 50% do custo de instalação deste tipo de sistemas a 4000 lares.

[Via Treehugger]

Porque não cá também? A iniciativa de tornar obrigatório a pré-instalação de painés solares térmicos já é bom, mas podia ser melhor. De que têm medo, se no final é melhor para a carteira, para o ambiente e para a conveniência (um pouco de independência energética é sempre um bónus!).

Esta semana apanhei um programa qualquer turístico (português) sobre a Irlanda, e fiquei com muita vontade de lá ir. Pelos belíssimos e gigantescos parques e jardins, e pela juventude: 45% da população tem menos de 25 anos! :-) Inédito nesta Europa envelhecida. Jovens e instruídos, suponho, ou não fosse a educação o milagre irlandês…