Um potencial desperdiçado

Ainda nesta onda.

Duas mortes em acidentes de viação
Paredes: Ciclista atropelado em Mouriz, idoso bate contra jipe dos bombeiros

Dois homens morreram na sequência de dois acidentes de viação. No primeiro caso, um ciclista de 45 anos foi atropelado quando, pouco depois da 01.00, regressava a casa. (…) Os dois morreram antes de chegar ao hospital.

Ciclista atropelado à 1h00

O ciclista foi, na noite de quinta-feira, atropelado por um automóvel quando descia a estrada que liga Baltar a Paredes. A vítima, um funcionário das Finanças de Paredes de 45 anos, não resistiu ao embate e faleceu ainda no local do acidente.

O homem, natural de Coimbra, passou o serão em casa de amigos e, já depois da 1h00, estava a regressar a casa quando, num cruzamento, foi colhido por um automobilista que vinha no sentido Cête, Mouriz, no concelho de Paredes. O acidente aconteceu em frente ao Frei Tuck, uma conhecida padaria de Mouriz, e apesar das manobras de reanimação dos Bombeiros Voluntários de Paredes e da equipa do INEM, o ciclista faleceu logo no local do embate.

O automobilista ainda chegou a abandonar o local do acidente, dando a ideia de que teria fugido, mas, cerca de 20 minutos depois, voltou para junto da vítima, explicando que, como estava sem telemóvel, tinha ido chamar os bombeiros a Baltar.

Tanta coisa e nem uma sugestão da causa do acidente. Já enviei um mail para o Semanário que publicou a notícia, a queixar-me disto. Os acidentes não são fatalidades, têm causas, que podem ser evitadas. Porquê divulgar apenas os efeitos e omitir as suas causas?… Talvez um deles não tenha respeitado a regra ou os sinais de cedência de passagem. Talvez o condutor do carro não tenha visto o ciclista – também importaria saber como/porquê, andaria o ciclista sem iluminação, por exemplo, andaria bêbedo?… Estes pormenores são relevantes e importantes para que não fique só a ideia de que os acidentes são inevitáveis, que é perigoso andar de bicicleta, ou a pé, ou de mota, ou de carro, e pronto.

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