Já agora, as estatísticas em gráfico, cortesia do João Lopes para a lista da MC – a 11 de Dezembro de 2008. Junho e Setembro têm claramente o top de adesão.
Um acidente é uma pessoa ter um ataque qualquer (coração, epiléptico, convulsão, sei lá) e despistar-se. Atropelar um peão ou matar uma família inteira numa colisão frontal porque se ia bébedo, distraído ou depressa demais não é um acidente, é negligência criminosa, e totalmente atribuível à pessoa que conduz o carro, não ao carro em si. Os carros não matam pessoas, os seus condutores sim.
Por que raio é que a nudez em público é considerada um “atentado ao pudor”? Por que é que não usar roupa, aparecer aos outros no nosso estado mais natural – nús – é um crime? Por que é que genitais expostos é considerado ofensivo, pornográfico ou obsceno?…
Não falo de sexo, falo de corpo, de genitais. Acho isto tão imbecil… Por que é que uma criança ver um corpo adulto nú é mau, ou errado?
“Atentado ao pudor”. Pudor é:
sentimento de vergonha ou timidez, resultante do que pode ferir a decência, a honestidade ou a modéstia;
castidade;
vergonha;
pejo;
seriedade;
pundonor.
Acho que este conceito fere a liberdade pessoal e individual de cada um, limitando-a aos gostos, opiniões e sensibilidades de terceiros.
Na passada 6ª-feira a ANSR esteve presente na Segurex 2009 (no dia em que a Segurança Rodoviária assumiu destaque nesta feira) e preparou um seminário onde fez a Apresentação do Relatório de Segurança Rodoviária de 2008 (descarreguem o pdf aqui), e onde houve lugar a dois debates subsequentes, um sobre Segurança Rodoviária, moderado pelo Presidente do ACP (?!), Carlos Barbosa, e outro sobre o conceito da Carta por Pontos, moderado pelo Presidente da Direcção da PRP, José Trigoso.
Não estive neste evento, mas vi alguns artigos a relatar. Citando um detalhe num deles:
Os dados mostram que os peões continuam a ser das principais vítimas da estrada: no ano passado, morreram 136 pessoas e 529 ficaram gravemente feridas na sequência de atropelamentos. Entre as vítimas constam também os ciclistas (37 mortos e 105 feridos graves), o que levou Carlos Lopes, da Unidade de Prevenção Rodoviária, a admitir que “é preciso tomar algumas medidas para acautelar esta situação”.
(…)Temos portanto três tipos de omissão nas estatísticas da mortalidade rodoviária: 1) decorrentes da não contabilização dos mortos a trinta dias, ao contrário do que acontece no resto da Europa; 2) não verificação de óbitos por ausência de médico no local e por não confirmação posterior; 3) falta de confronto, ou confronto tardio, entre diferentes bases de dados.
Quando recebeu em 2008 o Prémio europeu de segurança rodoviária, o governo português tinha pleno conhecimento de que os números que tem apresentado ao país e ao mundo são errados. Aceitou ilegitimamente o prémio porque privilegia a propaganda do anúncio da redução contínua da sinistralidade rodoviária ao confronto com a realidade.
Segundo o Instituto de Medicina Legal, o número de vítimas mortais da estrada é 40% superior às estatísticas apresentadas pelo governo. O não reconhecimento público deste morticínio só aproveita ao MAI, que assim não tem de se maçar a resolvê-lo. Os custos, esses, são pagos pelas famílias das vítimas e por todos nós, contribuintes e concidadãos. (…)
Passo a divulgar uma iniciativa noutra área em que tenho um interesse particular, a da deficiência. Neste caso é um blog, potencialmente precursor de uma associação focada no nanismo: Pequenos Lusitanos.
Em resposta ao V/ e-mail, o qual desde já muito agradecemos, as chamadas áreas multifunções, ou seja zonas amplas para permitir o transporte de passageiros de mobilidade reduzida que utilizem cadeiras de rodas, o acondicionamento de carga volumosa tal como carrinhos de bebé, bicicletas e malas de viagem, fazem parte desde há vários anos da configuração interior do material circulante novo/modernizado para os serviços urbano e regional.
As novas Unidades para a Linha de Cascais não serão excepção a este princípio.
Pensei que estivessem a falar de outra linha de Cascais… E enviei novo e-mail:
Boa tarde,
Lamento ter que discordar, mas tal coisa não existe ainda, pelo menos na linha de Cascais, que é que conheço e uso regularmente há vários anos.
Refiro-me a carruagens desenhadas de modo a poder acomodar bicicletas, prendendo-as de modo a que o dono se possa sentar, ou pelo menos não ter que ficar junto à bicicleta a segurá-la.
Refiro-me a carruagens que tenham espaço para as bicicletas sem que estas impeçam o acesso ou uso de lugares sentados, ou que impeçam ou embaracem a circulação dos outros utentes (sem ou com bicicletas ou
outros acessórios volumosos) nos corredores e a entrada e saída pelas portas para o exterior e inter-carruagens ou para a zona do maquinista.
Refiro-me a carruagens que acomodem mais que 4 bicicletas (que considero ser o máximo das de Cascais (2 em cada ponta). Falo de bancos rebatíveis, suportes para bicicletas, etc.
Não digo que todas as carruagens de cada composição deveriam ser assim, obviamente, apenas que cada composição deverá ter 1 destas carruagens. E apenas digo que este novo lote de carruagens é uma oportunidade para isto, que a ser perdida será um erro estratégico da CP, e que poderá sair caro politicamente.
Grata pela atenção.
Cumprimentos,
Aguardo a resposta.
Outros sinais: a REFER colocou calhas para bicicletas na passagem pedonal aérea da estação de comboios de Belém, mas não nas escadas que dão acesso às plataformas, as calhas são apenas para os ciclistas que precisam de passar de um lado para o outro, os clientes da CP não merecem tantos cuidados.
E não vamos falar na falta de condições para optar por viagens em bicicleta + comboio fora das linhas urbanas…
O Bruno fez anos há dias e pensei em irmos passar um sábado a Évora, conhecer a ecopista, passear de bicicleta. Perdi horas de volta dos sites da CP, Fertagus, Transpolis… Não há maneira, só os Regionais toleram as bicicletas, e não dá. Optámos, contrariados, por tentar ir (talvez no próximo fds), sem bicicleta (alugamos lá), usando um Intercidades. Vivemos na Idade da Pedra, fogo…
Actualmente a CP apenas tolera as bicicletas, ainda não encara os seus utilizadores como um mercado apetecível… Que raio de visão estratégica comercial…
Para Renfe parece misión imposible, pero un grupo de ciclistas ha desmontado 2 asientos del TRD de Teruel para demostrar que es sencillo habilitar un espacio para bicis en él.
El sábado 7 de marzo de 2009, un grupo de cicloturistas ha desatornillado dos asientos del Tren Regional Diésel (TRD) que circulaba haciendo la ruta Valencia-Teruel-Zaragoza, y ha colocado una bicicleta en su lugar, sin interrumpir la circulación del tren ni ocasionar molestias a ningún viajero.
Se trata de una acción de protesta, en la que el grupo ciclista quiere mostrar gráficamente que es muy sencillo habilitar un espacio para bicicletas en este tren, al que ahora mismo está prohibido acceder en bicicleta.(…)
Cá não sei se isso é um argumento, mas aqui fica a iniciativa de nuestros hermanos.
Eu não percebo a homossexualidade, tendo a crer que será um distúrbio do desenvolvimento, tal como a transsexualidade, a intersexualidade, etc. Não será uma escolha, tal como não o é a heterossexualidade. Não afecta a vida normal das pessoas (são tão funcionais quanto as outras), nem sequer a sua capacidade reprodutiva. Contudo, um casal homossexual é tão infértil quanto um casal em que a mulher e o homem tenham uma incompatibilidade genética que inviabilize a concepção. Ninguém sugere que este casal se separe por causa disso, e têm apoio do Estado em alternativas de reprodução medicamente assistida (quando ambos são férteis, apenas não um com o outro), mas tal não se verifica no caso de um casal com o mesmo problema devido a serem do mesmo sexo. Acho isto incoerente. Tal como o não poderem casar ou não poderem adoptar crianças.
Ver mais este filme pôs-me a pensar como direitos tão fundamentais levam tanto tempo a reconhecer. E a importância de lutar por isso.
Eu não percebo a religiosidade, tendo a crer que será um distúrbio neurológico qualquer, era bom que fosse tão discreto e inconsequente para a sociedade quanto a homossexualidade, mas não é.
Há um gráfico onde eles comparam a percentagem da população dos EUA que não tem religião (inclui os ateus, os agnósticos, os “espirituais”, etc), com a percentagem de gays, de pretos, e minorias assim. Nesse momento fiquei a pensar se os ateus não serão os novos gays, a precisar de sair do armário. Vejam o documentário, é divertidíssimo.
Não sei como o Bill Maher tem coragem para fazer aquilo, confrontar as pessoas com as suas ideias malucas, e ainda por cima rindo-se daqueles disparates todos. Estava já no fim do filme e a pensar nisto e ocorreu-me “I’m just like that“. Bom, chamam o meu estilo (de escrita) de “acutilante (“1. que acutila; que fere. 2. agudo; incisivo; penetrante”). É algo que não se verifica fora das interacções escritas, e nestas surgiu e desenvolveu-se já tarde, na faculdade, onde participava activamente no fórum global da mesma (aqui uma pessoa especial não usou “acutilante”, mas «não-demagógico, “articulado” e honesto intelectualmente»). Não sou capaz de transferir a acutilância para as interacções conversacionais presenciais, embora talvez com o crescimento e amadurecimento isso venha a ser uma evolução natural. Por agora, continuo tímida e reservada na maior parte dos contextos.
O estilo “acutilante” não é granjeador de muitos amigos ou grandes negócios. Pessoalmente não tenho problemas com isso, não sou pessoa de muitos amigos e não estou interessada em grandes negócios. Mas à medida em que me envolvo em causas maiores que eu, pergunto-me como gerir isto. Como usar a diplomacia e a estratégia política para conseguir os meus objectivos, sem comprometer a minha liberdade de crítica nem deixar de exercê-la. Sinto-me uma miúda nisto, verde…
As pessoas têm que estar sempre a pensar se podem ou devem criticar determinadas coisas, entidades, pessoas. Talvez sejam suas clientes, talvez possam vir a ser, talvez tenham o poder de lhes tirar o emprego ou afastar clientes. Etc. É uma grande ginástica mental, porque há muita gente em cujas más graças não nos convém cair, e muitas em cujas boas graças nos queremos manter. E assim vamos andando, business as usual, a gerir a clientela. Não me dou bem com este estado de coisas. Não promove a evolução, a inovação, a transparência, a justiça, a liberdade. Como viver e vingar nesta cultura sem passar fome e sem ser um outcast socialmente? Descobrirei ao longo dos anos, desconfio…
Ontem vi o Australia, e realmente «Just because it is, doesn’t mean it should be.»
OK, chega de divagações filosóficas, sexo dos anjos, etc. Over and out.
Há uns anos vi num filme uma frase que “resonated“, não me lembro de alguma vez ter lido ou ouvido alguém verbalizar aquela ideia antes, ou pelo menos aquilo que “ficou” para mim e que identifiquei com a minha própria perspectiva do mundo e da vida:
We must not expect happiness, Sayuri. It is not something we deserve. When life goes well, it is a sudden gift; it cannot last forever…
Eu vivo num mundo àparte da imensa maioria dos outros seres humanos (e animais). O fosso é ainda maior se me comparar com outras mulheres.
Inventámos para nós próprios “Direitos Humanos Universais” que só nós podemos fazer valer e respeitar. Um direito básico muito alardeado é o direito à habitação (fui checkar, e não está na Declaração, como faz sentido).
Mas o normal, o natural é nascer sem direitos nenhuns. A esperar quando nascemos é uma luta constante pela sobrevivência. O expectável e normal é sofrer. É não saber o que vamos comer amanhã. É não termos uma casa, um abrigo sólido, acolhedor e seguro. É não irmos à escola, é trabalharmos a terra se tivermos a sorte de a ter e desta ser fértil. É ter doenças e não ter médico, nem medicamentos, nem hospitais. É morrer de subnutrição ou de doenças evitáveis ou tratáveis. É ter a nossa qualidade de vida diminuída por maleitas corriqueiras ou doenças crónicas. É nascer deficiente e ser deixado à nossa sorte. É ficar estropiado em guerras e acidentes. É ter filhos atrás de filhos e vê-los morrer, sofrer e levar a mesma vida que nós. O natural é vivermos para trabalhar e trabalharmos para viver. É não termos “tempos livres”, nem férias. É nunca sair do lugar onde nascemos. É não conhecer o mundo além da nossa aldeia. O normal é ser abusado. É ser violado. Expectável é ter uma doença fodida que nos mate deixando-nos vivos ou que doa e finalmente nos mate. O previsto é vermos quem amamos sofrer, é perder as pessoas de quem gostamos. O normal é estarmos sós, abandonados, não amados, desprotegidos, desesperados. O normal é a violência, a agressão, o desamor, o desrespeito, a discriminação negativa, o desprezo. O natural é o sofrimento, a infelicidade, o trabalho duro e constante. O normal é a destruição.
Por isso é tão importante apercebermo-nos e desfrutarmos de todas as pequenas e grandes coisas que na vida não são o natural, o normal, o expectável. A abundância, o amor, o conforto, a bondade, a sorte, a saúde, a liberdade, a criação, a felicidade. Quanto mais disto beneficiamos mais devemos aos outros.
Telha Sol: prédio de 6 apartamentos - dois T2 e quatro T3 - em Leceia (Oeiras), com jardim e espaços comuns amplos. Os apartamentos, para venda, têm bons acabamentos, cozinha espaçosa e equipada, terraços e varandas convidativos, divisões amplas e desafogadas, com muita luz natural, e têm garagens individuais. Numa zona calma, com vista para o rio e para o campo.
Cenas a Pedal: bicicletas dobráveis, karts a pedal / triciclos reclinados, malas para ciclistas, buzinas, kits para transporte de carga em bicicleta (reboques sem engate), aluguer de karts, batidos a pedal, cursos de condução de bicicleta (aprender a andar de bicicleta e a conduzir na estrada).
Cafetaria Doce Lima: cafetaria & pastelaria, pão para fora, sopa e mini-pratos durante a semana. Cibercafé, TV por cabo, música ambiente, zona lounge, wifi gratuito.
Primo Vivere: produtos e serviços personalizados para pessoas com necessidades especiais, nomeadamente idosos, pessoas acamadas, etc.
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