Sinais da não-revolução

Li a entrevista que o novo vereador do Urbanismo da CM Lisboa, o arquitecto Manuel Salgado, deu ao Expresso de dia 18 ou 25, mas quando li esta pequena nota na foto, perdi a esperança que tinha na recuperação da cidade e na procura de um novo paradigma de urbanismo em Lisboa…

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Pelos vistos isto significa que se poderá construir na frente ribeirinha, a toda a extensão, desde que os edifícios sejam posicionados na perpendicular ao rio… Que importa que nunca mais sejamos capazes de apreciar a vista do rio para montante e jusante, desde que consigamos vislumbrá-lo pelo meio do betão, dos prédios (hotéis, escritórios, condomínios, etc), virados de frente para ele? Serei só eu a deduzir que esta frase se traduz numa licença para urbanizar a margem norte do Tejo?… 🙁 Se a APL has its way, é o que acontecerá, sem dúvida…

Hotel da Doca do Bom Sucesso

Será que alguma vez o meu país será tão bom nas coisas básicas, que me poderei dar ao luxo de não pensar nisso? De nem pensar duas vezes, de “take it for granted“?…

Noutra notícia mais antiga, e relativamente ao Algarve e à moda dos resorts e da PINização de tudo o que seja grande e para ricos:

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Aqui é dito que, no Algarve, só existe 1 % de faixa livre de construção nos primeiros 500 metros desde o mar… 🙁 Isto é um crime (económico, ambiental, social) e uma dor de observar de perto…

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