Já devem ter percebido que, além da mobilidade sustentável (entre outros tópicos), a construção sustentável é outra das minhas grandes paixões. Quem sabe, se não fossem duas professoras do Ensino Básico que, no último momento, me convenceram a desistir da ideia de seguir a área de Artes, no final do 9º ano (o que implicaria mudar de escola), possivelmente teria acabado mesmo por seguir arquitectura. Mas na altura estava muito indecisa entre esta perspectiva e a área de ciências. Acabei por ficar em Talaíde, na ESAR, e acabei por seguir depois Química Aplicada / Biotecnologia, na FCT-UNL. Foi um erro. Não sou criativa tipo “artista”, mas penso que o sou tipo “engenheira”. Gosto de criar coisas que sirvam um propósito utilitário, gosto de contribuir para resolver problemas, para melhorar o funcionamento ou o feeling de algo. Não gostava de ser uma arquitecta “típica”. Gostava de ser uma arquitecta-engenheira.
Não sei se terei algum dia pachorra para voltar à faculdade e tirar outro curso. Tenho medo de queimar os poucos neurónios e sinapses que conseguiram resistir ao primeiro.
Sei que quero ir fazendo formação em várias áreas, mas coisas pontuais, intensivas. Um MBA também acho importante (embora este já seja mais parecido com a faculdade, durante a licenciatura). Mas gosto tanto da ideia de criar espaços que a ideia louca de tentar tirar um curso de arquitectura é algo que volta e meia me ocorre. Enfim, talvez na Universidade da Terceira Idade.
Bom, estou já a começar a divagar. Este post era só para partilhar o link para um site com várias fotos de telhados verdes (”green roofs“). Acho a estética linda e as vantagens ambientais um forte factor pró. Nunca vi nenhum ao vivo, só um em Zurique, de relance, ao passar de comboio. Imaginem Lisboa vista de cima assim:





O Hotel Cidnay em Santo Tirso tem o telhado verde, esta é a única foto que consegui encontrar na net: http://www.inn-portugal.com/accommodation/hotels/porto-douro/hotel-cidnay-5.jpg até coelhos lá havia quando vi, agora não sei..
Fixe!
Aqui há tempos li esta notícia (ainda demorei a encontra-la depois de ler o teu post) e fiquei sem saber se deveria achar bem ou mal :): Vertical farming in the big Apple
Já vi essa ideia em vários sítios/artigos. Já foi o ano passado, na biblioteca de Química da FCUL, li um artigo sobre “cidades do futuro”, cidades sustentáveis, na New Scientist. O título acho que era qualquer coisa estilo “ecopolis”. Era pra ter fotocopiado o artigo porque o achei verdadeiramente interessante, mas não pude. Entretanto a revista desapareceu, e online também não há acesso.
Enfim, the point is, a cidade é o modo de organização humana mais eficiente (if done right), porque permite rentabilizar a energia, o tratamento de resíduos, a mobilidade, etc (algo que eu nunca tinha pensado, caindo na asneira comum de achar que um casa no campo é mais “verde”). As quintas verticais são uma maneira de produzir dentro da cidade uma parte substancial da comida necessária à alimentação dos seus habitantes, em vez de produzir tudo em cascos de rolha e transportar em grandes camiões para a área urbana. A integração da vertente natural e agrícola na malha urbana só pode ser vantajoso.
Enfim, estico-me.
E uma quinta num barco, para propósitos educacionais?
Um exemplo em Toronto, também.
Consegui aceder ao URL que colocaste acima e disses que não havia acesso revista new scientist .
Entretanto obrigado pelo exemplo de Toronto. Gostei mesmo de ler
Vtrain