Archive for May, 2007

O cúmulo

Talvez a Segway invente um modelo com um stroller integrado. Esta mulher prefere ir torta e encurvada (aquilo não deve dar jeito nenhum) em cima do Segway a simplesmente andar e empurrar o carrinho como seria normal?! A única desculpa que me ocorre é que ela se preste a estas figuras porque tem que ir a algum lado e levar ambos os veículos, sendo que isto é o melhor que arranjou…

womanbabysegway.jpg

Fonte: Gizmodo

Trans-América de Segway

Há quem faça grandes life changing journeys de carro, de mota, de bicicleta, a pé, de skate,… Estes fizeram uma de Segway. :-P G’anda seca! lol 15 Km/h, e de pé, doing nothing and getting your legs tired. :-P Enfim, why not?

E claro que, visto terem largado os empregos pra isto, o $$ tem que vir de algum lado, e fizeram um filme.

Chopper

Ainda há destes achados perdidos por aí em garagens como esta. :-) Este foi spotted em Leceia.

Old school Chopper

De pequenino é que se torce o pepino

Elementeo, é o fabricante de um jogo de role-playing que ajuda a ensinar química às pessoas.

O seu CEO tem 13 anos. A sua irmã, de 11 anos, é a vice-presidente das Vendas. Os outros dois elementos da equipa também frequentam o Ensino Básico. :-)

elementeoexecteam2.JPG

O protótipo foi financiado com um subsídio de $ 500 de uma associação de “prodígios”. Eles procuram agora angariar um financiamento de $ 100 000 ou reunir 2500 encomendas, o que vier primeiro. Já conseguiram 450 pré-encomendas!

«Samar argumenta que os livros de texto são aborrecidos e que os miúdos prefeririam ocupar o seu tempo a combater inimigos, a fazer explodir cenas com bombas, e sim, até a dar aos seus opositores veneno de chumbo. Por isso ele criou um jogo de fantasia de role-playing que combina as alegrias extasiantes juvenis de competição e chacina com as excitantes propriedades da tabela periódica dos elementos.»

Em busca de business angels e venture capitalists, o Anshul apresentou o seu elevator pitch na TiECON 2007 em Santa Clara, Califórnia (EUA):

Uma entrevista:

Excelente, não é? O á-vontade, a facilidade de se expressar, a confiança. A parte das características e atitudes já estão lá. Se não for esta ideia será outra. ;-)

Amostras de água de rios chineses

china-water-samples-001.jpg

[Fonte]

Sem comentários. 8-O

A Busca da Felicidade

Soube desta conferência através de um artigo no Expresso de hoje. Infelizmente não vou poder ir, vou estar a trabalhar. Maio é um mês cheio, há montes de coisas giras a acontecer, pena que não tenho o poder da omnipresença. :-P

Os mosquitos da dengue reproduzem-se na água

lololol

Quem viu o vídeo da Daniela Cicarelli e do namorado a fazer sexo na praia - um vídeo famosíssimo e que correu mundo - vai perceber a beleza e piada deste “novo” vídeo, inspirado naquele:

Vejam até ao fim. ;-) Muito bom, não é?

B-Society

Tinha isto aqui perdido numa das minhas 500 tabs abertas. :-P

«The agricultural society was for A-people. The innovation society needs B-people!

Why do we still get up at cockcrow and when the cows moo, when only 5% of the population work within agriculture or fishing?

Why does everything have to take place in the same rhythm and pace, resulting in a huge problem with our infrastructure?

Why has the societal framework primarily been arranged to suit people working from 8 am to 4 pm?

- Let the tyranny of A-time end, let us create a B-society
- Let us create B-patterns in our work and in our families.
- Let us have quiet mornings and active evenings.
- Life is too short for traffic jams. Let us have more all-night shops!
(…)»

Esta ideia da B-Society é interessante, e estes conceitos já me passaram pela cabeça antes. Que sentido faz que toda a gente seja sujeita aos mesmo horários? Porque é que só há 1 turno de horário de expediente? Por que não ter horários alargados de trabalho nas empresas e nos serviços públicos, de modo a que se possa servir melhor os consumidores e os próprios trabalhadores? Imaginem irem a uma grande empresa ou serviço do Estado e poderem ser atendidos a qualquer hora desde as 8h até às 20h ou 22h? Imaginem não haver horas de ponta nas estradas, nos transportes públicos, nas repartições públicas, nos restaurantes e bares à “hora de almoço”, etc. Imaginem poder escolher um horário/turno de trabalho mais compatível com o nosso próprio ritmo circadiano, que permitisse tirar o máximo proveito dos diferentes períodos de criatividade e produtividade ao longo do dia, que permitisse flexibilidade para gerir o nosso tempo e os nossos ritmos e afazeres com aqueles da nossa família.

É hora da biodiversidade se reflectir na cronodiversidade urbana, não? ;-)

Anti-sit

O Bruno enviou-me isto. Um colecção de fotos de sítios preparados para impedir as pessoas de se sentarem neles. Alguns eu até compreendo (ex.: montras de lojas e afins), outros acho simplesmente estúpido. Que mal faz?!… Sadistic people… “No, just keep walking or wait standing still, no resting places here, MOVE!”.

Banana loner, not lonely


«Field Guide to the Loner: The Real Insiders
Loners are pitied in our up-with-people culture. But the introvert reaps secret joy from the solitary life.
»

Introverts aren’t just less sociable than extroverts; they also engage with the world in fundamentally different ways. (…)

Contrary to popular belief, not all loners have a pathological fear of social contact. “Some people simply have a low need for affiliation,” (…)

Previous MRI studies have shown that during social situations, specific areas in the brains of loners experience especially lively blood flow, indicating a sort of overstimulation, which explains why they find parties so wearying. (…)

Acho que… that’s me, a loner. I used to be a lonely loner, and even had some times where I was not so loner but have always been lonely. You know, even with friends and with people around and going places and socializing. Always felt alone, like I could not truely connect to others. Like I never belong anywhere (group ou place). I realized it made me feel even lonelier and even more inadequate and alien and like I don’t fit. I longed for friends and socializing with them and with other people, and most of the times I just felt like a failure afterwards. Now I only have 1 person I call “friend”, and haven’t really socialized much with anybody outside my family. Funny enough, I usually feel much better now, I don’t feel lonely. I don’t miss anything or anyone. I like to be alone, I enjoy it, it works for me. This whole thing has some pretty obvious disadvantages (weak social safety net, and so on), but it’s who I am. I will always be a loner. I haven’t been lonely since I found my boyfriend. I hope I never have to feel that overwhelming, crushing feeling of being completely alone and alien in the world, I had all my life before we met and became so close.

Reading this made me feel less ackward, there’s other people out there who share some of these not-mainstream features. :-) Maybe I’m not from Mars, afterall. Or maybe there are more Martians on Earth than I supposed. ;-P

Biotec nas escolas 2007

«A Genzyme Portugal atribui o Prémio “Biotec nas Escolas” aos três melhores textos sobre o Presente e Futuro da Biotecnologia, sendo o tema concreto “Biotecnologia:- Sua Relação com a Medicina”, redigidos por alunos do 10º, 11º e 12º anos, do agrupamento Científico-Natural do ensino secundário português, do ano lectivo 2006/2007, que frequentem uma das seguintes disciplinas : “Biologia”, “Biologia e Geologia” e “Biologia Humana”.

O objectivo deste prémio consiste em incentivar, junto dos estudantes de Biologia, o interesse pelo tema da Biotecnologia, enquanto área central para o futuro e o desenvolvimento de áreas tão importantes como a Saúde e a Tecnologia em Portugal e na Europa. Acima de tudo, pretende-se que futuros profissionais na área das Ciências, sejam motivados a compreenderem a importância da Biotecnologia e a identificarem novos caminhos possíveis de investigação e actuação.»

Mais info no site oficial.

A minha primeira conferência do Ponto de Encontro Lisboa E-nova

Lá fui ontem à conferência do Mário Alves, “Um novo paradigma de planeamento da acessibilidade - a ratoeira de Midas“.

Conferência Ponto de Encontro - Lisboa E-Nova - Mário Alves

Já houve muitas outras deste ciclo a que quis assistir mas por diversas razões nunca cheguei a ir. Ontem quase que desistia porque não encontrava aquilo. Já estava uns 20 minutos atrasada quando finalmente me sentei no auditório, depois de ter visto “CIUL” escrito num vidro no 2º andar da praça interior do Picoas Plaza. O segurança não levantou problemas à Mobiky, perguntou-me apenas se conseguia levá-la pelas escadas. No problem! ;-) Depois deixei-a com o staff. A estrada e os passeios daquela rua (R. do Viriato) são uma porcaria, not Mobiky-friendly. :-( Fui de Oeiras até Santos pela Marginal e deixei o carro num parque imediatamente antes do Àgora. Depois saquei da bici do porta-bagagem e pedalei com prazer até à estação de comboio/metro do Cais do Sodré (talvez uns 500 metros?). Apanhei o metro até à Baixa, depois mudei de linha e saí na estação do Marquês de Pombal (pra evitar mudar de linha outra vez) - aí vi as bancas da Feira do Livro já montadas ao longo do Parque Eduardo VII. Fui a pedalar (pelo passeio) até ao Imaviz e andei por ali à procura da rua e depois do espaço do CIUL (Centro de Informação Urbana de Lisboa). Na Av. Fontes Pereira de Melo o passeio é em calçada portuguesa bem feita e a Mobiky rola bem. :-) Se não fosse a porcaria dos passeios não desnivelados nas passadeiras podia ter feito aquilo tudo sem desmontar. Enfim.

Gostei da conferência. :-) O tema interessa-me muito e os slides eram simples, pouco texto, só para apoiar o discurso. Algumas coisas já conhecia/sabia, mas muitas outras não e é sempre bom sabermos mais (aumenta a nossa percepção da nossa própria ignorância e isso torna-nos mais cautelosos - e mais justos - a avaliar as coisas e as pessoas).

Gostei de ver o exemplo de recuperação de um rio chinês.

Conferência Ponto de Encontro - Lisboa E-Nova - Mário Alves

À medida que o Mário ia falando comecei a aperceber-me de que já tinha lido ou ouvido falar daquele projecto, mas deve ter sido há bastante tempo porque nem consegui vislumbrar a possível fonte. Mas é um exemplo brutal. :-)

Também gostei da diferente definição de acessibilidade (um conceito usado actualmente apenas para traduzir “estradas”):

Conferência Ponto de Encontro - Lisboa E-Nova - Mário Alves

O gráfico da velocidade dos carros vs. taxa de sobrevivência dos peões em caso de colisão também é impressionante…

Conferência Ponto de Encontro - Lisboa E-Nova - Mário Alves

Uma das coisas que o andar de bicicleta na estrada me ensina, é a percepção da velocidade e do risco. De bicicleta vou a 25 Km/h e já sinto que vou depressa e que se cair ou se alguém for contra mim haverá estragos. Se for numa descida ou a pedalar que nem uma maluca e atingir ou passar os 40 Km/h já me sinto em perigo. :-P Dentro de um carro sinto que vou super devagar. E noto que a percepção da velocidade se altera muito com o tipo de carro. Quando guio o jipe do meu pai (não, ele não anda com um jipe no dia-a-dia, felizmente) por vezes apanho-me em excesso de velocidade porque sinto que vou muito devagar quando até vou depressa (isto a qualquer velocidade). No meu carrito indo à mesma velocidade ter-me-ia apercebido melhor que ia depressa. Quanto melhor o carro mais fácil é irmos depressa sem nos darmos conta (felizmente eu conduzo sempre a controlar o velocímetro, mas exige disciplina).

Bom, à volta houve um rapaz que meteu conversa comigo no Metro por causa da bicicleta e pelos vistos viu o Sociedade Civil, pois disse que me estava a reconhecer de algum lado. Que giro. :-)

Ai, soube tão bem pedalar um bocadinho ao fim do dia (cerca das 20h30)… :-) Quando saí de carro passei pelo K, um restaurante ou discoteca qualquer de luxo, logo a seguir ao parque onde deixei o carro, e ao olhar para lá vi um Carver estacionado à porta! :-) Ainda pensei em ir lá espreitar mas depois desisti da ideia. :-P Vi muita gente de bicicleta à noite, e algumas estacionadas aqui e ali. É impressionante o aumento de gente a pedalar sem estar vestida de licra. ;-) The velorution is about to take over! :-)

Na sessão de Q&A / debate foi com prazer que constatei que dos intervenientes uns 3 ou 4 usavam a bicicleta como meio de transporte, nomeadamente em Lisboa. Um era do Ministério do Ambiente, outro da CML, os outros não sei/não me lembro. Estava lá uma professora do Dep. de Ambiente da FCT-UNL (Helena qualquer coisa…), que me lembro de ver na ExpoFCT. Acho que eu devia ser a única (ou das poucas) pessoa lá que não era estudante ou profissional da área. Mas passei despercebida. :-P

Não gosto de ter que ir pra Lisboa. É barulhenta, obstruída, quente e árida. Não se plantam árvores e arrancam-se as que existiam. É suja (vejam as estações de Metro, as paredes e cantos na rua…). Sinto-me claustrofóbica, não há espaço. Os semáforos não privilegiam os peões, ficamos eternidades à espera que o sinal fique verde e depois mal temos tempo para atravessar a passadeira. E claro que ficamos mais outra eternidade no meio à espera que fique verde na estrada ao lado. É exasperante. Isto é em todo o lado, não é só em Lisboa.

Ai, parece que chegou o Verão. Está muito calor. Não me dou nada bem com calor. :-( Fico mole, as pernas e os pés incham-me imenso e ficam pesados. Andar na rua torna-se um inferno. É uma das grandes vantagens de andar com a Mobiky, alivia-me as pernas porque não ando com todo o meu peso sobre elas. Agora com o aquecimento global e tudo isso, emigrar parece cada vez mais uma ideia interessante. Vou prá Dinamarca ou algo assim. Em breve terão o clima de países mais a Sul e será perfeito. Países e gente evoluída AND great weather. Bike, bike, bike all year round, everywhere! Hooray! ;-P

“Irão vai fabricar «bicicletas islâmicas» para as mulheres”

É mais fácil construir bicicletas diferentes do que aceitar as mulheres como elas são…

«O Irão fabricará «bicicletas islâmicas» para as mulheres, desenhadas para disfarçar as suas formas utilizando uma cabine para cobrir metade do corpo.

Este projecto permite estimular o desporto entre as mulheres“, afirmou Elaheh Sofali, uma das responsáveis pelo projecto, segundo o jornal oficial.

Faezeh Hashemi, filha do ex-presidente iraniano Akbar Hashemi Rafsanjani, e ex-responsável pelo desporto olímpico feminino no país, tentou estimular o ciclismo entre as mulheres na década de 1990, mas não teve sucesso devido à oposição dos religiosos conservadores.»

[Fonte]

Uau, vão dar velomobiles às iranianas para não as verem. Realmente, aqueles gajos têm um autêntico terror do corpo das mulheres, fogo!…

Oeiras lança Combus

«O Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, apresentou hoje, 16 de Maio, em Carnaxide os três primeiros Combus, carreiras urbanas de transporte colectivo com benefícios sociais.

Carnaxide, Linda-a-Velha e Queijas são as primeiras freguesias onde as novas carreiras vão circular a partir de Junho.

O serviço será posteriormente alargado às 10 freguesias do Concelho e vem colmatar algumas lacunas sentidas no que diz respeito aos circuitos normais que actualmente são praticados. Surge também tendo em vista a melhoria das condições de vida da população, nomeadamente crianças, idosos e os mais carenciados.

Nestas novas carreiras serão praticados dois tarifários: normal e especial não sendo válidos os demais títulos de transporte colectivo de passageiros comercializados pelo Operador, nem quaisquer outros títulos de outros operadores. (…)»

Notícia no site da CMO.

Acho que é uma boa iniciativa. :-)

A contraproducência do uso de capacete e outras histórias interessantes

Uma peça muito interessante acerca das consequências inesperadas de algumas medidas de segurança e protecção. Já conhecia estas histórias, excepto a das aspirinas, mas é fixe ter tudo junto num só vídeo. :-)

Eu, quanto ao capacete, ora uso ora não uso. E a única coisa que posso garantir é que eu me sinto mais segura com capacete, e isso tende a expressar-se na minha condução (talvez um pouco menos defensiva que o costume). Quanto ao espaço extra dado pelos motoristas, penso que haverá uma tendência a ocorrer quando não levo capacete, sim, mas não é uma impressão lá muito “científica”. :-P

No uso do capacete há dois factores a ponderar: 1) o risco de nos vermos envolvidos num acidente ou termos uma queda, e 2) o risco de haver danos cerebrais - e com gravidade - caso tenhamos tido a má sorte de nos vermos metidos num acidente. O uso do capacete é negativo para o ponto 1, mas positivo para o ponto 2… Agora traduzir isto numa só probabilidade ou sentença “é melhor usar/não usar capacete” é que é mais complicado…

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