Archive for March, 2007

Primeira experiência “judicial”

Hoje tivémos que ir pela segunda vez ao Tribunal, dado que a equipa do arguido faltou toda da primeira vez. Primeiro foi chamado o arguido, depois o Bruno, depois eu, e depois um suposta testemunha dele. Foi tudo tão lame (a parte a que eu assisti) que nem consigo descrever. O tal gajo, testemunha dele, enterrou-se à grande, mentiu e o juíz topou-o e registou que ele “faltou à verdade”. A advogada do homem era absolutamente inenarrável. Discurso desarticulado, raciocínio totalmente ilógico, QI fracote. Meteu-se lá com uma “força centrípeta ou centrífuga que pode atrair os carros em movimento” que eu tive que me conter para não desatar a rir de tanta burrice e/ou falta de estudo. Não sei se ela é mesmo assim ou se é esquema para lidar com um caso indefensável. Se bem que pelos comentários após o julgamento, desconfio que se trate da primeira hipótese. Inacreditável. O Procurador também tinha um discurso confuso e quase inaudível. A única pessoa aparentemente lúcida e articulada (intelectual e verbalmente) ali parecia ser o juíz. Acho que o gajo que nos agrediu acabará por ser condenado por ambos os crimes, não-sei-quê “danos” e “danos com violência”. Espero que sim, onde já se viu usar um carro como arma de arremesso? A road rage devia ser bem punida, tal como todos os crimes levados a cabo com um carro como arma, em vez de classificar tudo o que envolva carros como meros “acidentes de trânsito”. Enfim, e assim se perdeu um dia de trabalho. :-(

Iliteracia

Segundo os dados anunciados num spot que costuma passar na 2:, de uma campanha de promoção da leitura:

48 % dos portugueses são analfabetos funcionais.
54 % dos portugueses demonstram iliteracia tecnológica.

Isto explica muita coisa… E não augura nada nada de bom… :-(

Bag upgrade

I am pretty much a one bag woman (I just use the same one every single day, until it’s too worn out, falling apart or just plain obsolete for my needs, I don’t have multiple bags to match different outfits). Today I’ve upgraded to a better one, the ZWEI mobil U7. One that actually looks like a “business woman”’s bag, instead of a teenager’s. :-P With a major plus, it was designed to be fit for cycling.

Upgrade

I explain why this is the bag for me:

It’s multifunctional: it has a two-way strap which makes it possible for me to use it as a normal shoulder bag (with adjustable height) and in a couple of seconds turn it into a kind of “low backpack”, secured to my waist or my hips. This is good to better balance a heavy load on the bag and also for getting on my bike and riding somewhere without having a bag constantly sliding over to the side and getting in the way of my driving (this is very annoying and messes up my balance and concentration, which must be at best performance when riding with traffic). Besides, it can also be used (confortably) as a tote (with or without the shoulder strap). As an option you can have it with a KLICKFIX system to attach it to the handlebars on your bike. I didn’t get mine with that system because it’s not compatible with the folding handlebars on my Mobiky Genius. You can’t have it all, i guess. ;-)

A Mobiky numa estação do Metro

The organization of the bag is pretty good. It has a big zip fastened pocket on the front with a smaller pocket inside for the mobile phone. I use it for my moleskine, pens and diary. When the flaps are down, they hide the pocket’s zip (good for safety).

Front pocket

Inside it has two “CD compartiments”, but I use them for other stuff. :-P It has also a removable velcro fastened pocket for a mobile camera and/or music player. It has a soft lining so it’s safe for gadgets. ;-)

Inside the bag

If required, for extra safety, the main compartiment can be fastened with a velcro strip. What I like about this strip is that when it’s not being used it faces one of the bag’s “walls” so it never grabs up the woolen sleeves of your shirts. It happens a lot with my older bag and many of my clothes resent it. :-/

If I have a couple of A4 documents, they’ll fit in this bag, which is great. But with all the stuff I carry in it it’s difficult to fit the papers there too without messing them up a bit, it they’re not in a more rigid case. If it’s a large file the flaps won’t close down so well so it would have to be used as a tote. A separate thin compartiment before the small pockets would make fitting papers easier, although it might still not be perfect in terms of closing the flaps.

This is the most expensive bag I’ve ever own (74.90 €) usually they are about 15 €, maybe 25 € in one or two special occasions, but I’m not much of a spender. In this case, I make an exception because it really is a great bag, good looking, strong material (and weather proof), practical and multifunctional (a feature I always appreciate in everything). I was about to buy it when I saw it the first time, at last year’s Eurobike, in Germany. But the person at the stand told me the ones in display were not for sale, it was a very new product and they were still just presenting it. I had to wait… I loved these ZWEI bags so much that I decided to sell them and make them available in Portugal too. :-)

O stand da CaP na Expo Evasão

Foi gabado e tudo. ;-)

A bancada DIY

Esta bancada foi inicialmente inspirada nas do IKEA.

imgp4266.JPG

Depois o Bruno inventou a parte de cima com o monitor imbutido. Ficou fixe. :-) A parte da frente serviu de montra com os vídeos a passar, o lettering da empresa, posters com as nossas fotos da Mobiky, e os panfletos para as pessoas levarem.

Ubuntu

No Mac ficou a passar um slideshow das fotos da Mobiky. O Bruno lembrou-se de levar CDs do Ubuntu para dar (um evangelizador nunca descansa).

Stand da Cenas a Pedal no I Salão de Evasão & 4x4 de Oeiras

Falsas modéstias à parte, acho que o stand ficou muito giro, foi dos mais bonitos e mais concorridos da feira. :-)

KMX kart ST Class

Este é o novo kart do Bruno, e que serviu para os test drives.

KMX kart K Class

O meu seria um igual a este, o vermelho, que foi usado nos test drives também, mas já cheguei à conclusão de que além da altura, o tamanho/peso também é importante, pelo que não devo ficar com o K Class, terá que ser também um ST mas cortando um bocado do tubo de regulação para dar bem para a minha altura (1.55 m). Isto de ser um adulto com altura de criança really sucks sometimes. :-P Geralmente é a comprar roupa, nunca arranjo umas calças a que não tenha que cortar uns palmos nas pernas… É uma seca.

Diferenças

O Pedro Monteiro, do Fórum D-Eficiente, enviou-me uma mensagem a publicitar uma conferência interessante. Infelizmente não poderei is assistir, vai decorrer em Aveiro. :-/

Conversas sobre a Diferença

Qual é a sua atitude perante a diferença? Tem dúvidas? Receios? Revolta-se contra a discriminação? Sabe conviver com a diferença? Quer saber como convivemos com a diferença, na Universidade de Aveiro? Apareça no próximo dia 7 de Março, às 15h00, na Sala do Senado no edifício da Reitoria.

Se gosta de uma boa conversa, venha conversar com Carlos Bonaparte (aluno da UA), Catarina Caravela (aluna da UA), Gracinda Martins (gabinete pedagógico), Negesse Pina (vice-presidente da associação académica da UA), Nelson Lopes (utilizador externo da biblioteca da UA), Pedro Guerra (aluno da UA), Pedro Monteiro (aluno da UA) e Rui Patrício (gabinete pedagógico).

A entrada é livre.

mais informações: Gracinda Martins (Gabinete Pedagógico), Tel.: 234 370 206, E-mail: gabinete.pedagogico@ua.pt

A propósito, neste mesmo Fórum puseram uma mensagem a falar de uma dupla impressionante, “Team Hoyt”. Lembro-me de os ver há uns meses no programa da Oprah, fiquei abismada com aquela história. Agora voltei a procurar mais info.

Para saber mais, ver aqui, aqui, e aqui. Ou em video:

Ora aqui está, a solução para os nossos prédios!

Uma janela que se transforma em varanda (apenas) quando queremos!

balcony-thumb.jpg

É muito mais prático e estético do que as varandas permanentes que a maioria das pessoas manda tapar, de qualquer modo. E depois cada um fazia à sua maneira, tornando os prédios feios. Agora já há legislação a uniformizar o aspecto, mas mesmo assim, se ninguém quer varandas mais vale não as fazerem… Com este sistema a possibilidade está sempre lá, só aproveita quem quer e quando quer. Um conceito muito fixe! :-)

[Via Treehugger]

UPDATE 7 Mar 07: Há um vídeo!

A nossa primeira feira

Foi muito cansativo (dias de trabalho de 14 horas arrasam qualquer um), never boring, conhecemos os putos todos (ficámos “íntimos” principalmente dos cachopos dos outros expositores, lol), fizémos contactos profissionais promissores, conhecemos muitas pessoas, aprendemos muita coisa. Foi mesmo muito positivo. Era esta sensação que me faltava na escola, a sense of purpose, of usefulness, of going through all the problems, sacrifices and work, for a point, for a defined and not futile result.

Acho que a minha personalidade é talhada para este tipo de funcionamento, de trabalho por conta própria. Cada vez percebo mais isso. Talvez seja genético, o meu pai, os meus avós, os meus tios, o “empreendedorismo”, o trabalho independente, runs in the family. Alguns (ou nalgumas situações) é por necessidade, noutros por ambição, às vezes, ambas. Se não for o caldo genético será o cultural, afinal cresci no meio deles.

Uma coisa que não tem nada a ver, mas para a qual a minha irmã me chamou a atenção há tempos, foi que eu sou a segunda pessoa (e a primeira mulher) a ter feito um curso universitário (bom, quase, quase) na família do meu pai. Ele foi o primeiro. Do lado materno sou mesmo a primeira, em absoluto. Nunca tinha pensado nisso, acho que é um espelho da mudança social e económica do país nestes últimos 30 anos.

Estes últimos meses têm-me reforçado muito esta ideia de que o meu caminho de auto-realização terá que passar pela categoria de “empresária”, de trabalhadora por conta própria. Se não for no projecto actual será noutra coisa qualquer, geralmente ideias de trabalho não me faltam, vejo-me muito mais aflita ultimamente a decidir o que fazer no “lazer”. :-P Acho que se chama workaholism, lol.

Lisboa & Porto Bike Tours 2007

A Lisboa Bike Tour de 2006 teve muita procura, por isso este ano há mais, e foi alargada ao Porto. Como sabem nós não ficámos muito satisfeitos com a nossa experiência do ano passado, por isso este ano não iremos participar. Fixe, fixe era um passeio destes em que as pessoas pudessem levar a sua bicicleta (ou skates, patins, trotinetes, etc) para atravessar a ponte! As bicicletas do Lisboa Bike Tour não eram muito boas. :-/

Bom, agora, desculpem-me mas tenho que ir trabalhar prá feira. Há uns karts à minha espera, eheheh! ;-)

Assim não vale!

Aquele plugin dos stats é uma treta, volta e meia faz reset! :-( Vou desinstalar aquilo não tarda…

Be afraid, be very afraid.

Estou nervosa. Muito ansiosa. Esta semana tem sido - e vai ser até ao fim - uma taquicardia permanente. Eu explico…

Hoje tivémos (ou era suposto termos tido) uma sessão de julgamento de um caso de há 4 anos atrás, em que um maluco qualquer nos abalroou propositadamente, na 2ª Circular/IC19. Foi a primeira vez que fomos a um Tribunal e que iríamos testemunhar num julgamento - estávamos nervosos com aquilo, claro… A combinar com o comportamento do “arguido” ao longo do tempo, ele faltou, assim como a advogada e um outro tipo, que supomos ser o dono do carro. Baldaram-se. Enfim, prá semana lá vamos perder mais uma manhã inteira pró Tribunal, numa sala de espera onde o fumo é livre mas o ar não.

A manhã de hoje fazia-nos falta, porque amanhã à noite e no fim-de-semana vamos participar, como empresa, na nossa primeira feira, a Expo Evasão & 4×4, em Oeiras. Vamos lá estar com um pequeno espaço, a mostrar os nossos produtos (o de sempre e mais duas novidades muito muito fixes - na nossa opinião, claro :-P ). Estamos um bocado stressados porque tudo foi muito em cima da hora. Só soubémos desta feira na semana passada, os novos produtos encomendados chegaram hoje (estávamos com medo que não chegassem sequer a tempo), tivémos que andar a inventar o nosso “stand” (que não o é, e sim algo muito mais pequeno e simples, e totalmente DIY), os materiais promocionais, vamos ter que montar/afinar os “veículos”, transportar tudo pra lá, etc, etc.

Estou com medo que corra tudo mal. Que não haja público e/ou que o que haja não se interesse pelo que temos para oferecer, ou que haja muito público e/ou que o interesse e as solicitações sejam demais para o que nós conseguimos gerir (preferia esta ;-) ). Que a minha timidez e o nervosismo me toldem o discurso e a “articulação”, que me façam perguntas às quais eu possa não ter resposta preparada. Tenho medo de me sentir deslocada, tipo “the new guy”, no meio dos outros expositores. Medo de aquilo ser mal organizado, ou de ser bem organizado e ter nível e nós parecermos tipo “o parente pobre que veio para o jantar”. :-P

Tenho medo de tanta coisa. No fundo passo a vida com medo de alguma coisa. Felizmente isso ainda não me impediu de andar prá frente (melhor ou pior), só faz de mim uma pessoa extremamente cautelosa. Mas gostava de poder sentir-me mais “care free” de vez em quando. Sabem aquelas pessoas que passam pelas situações mais complicadas ou com mais “suspense” com um sorriso na cara e uma descontracção incompreensível, como se não soubessem o que está em jogo? Muitas vezes parece-me simples inconsciência ou irresponsabilidade, mas noutras vezes invejo-as. Se preocuparmo-nos com algo não ajuda a que o seu desfecho nos seja mais favorável, mais vale relaxarmos, o stress só vai agir mesmo nas nossas células, queimando-as sem dó nem piedade…

Ai que STREEEEEEEESS!! :-P (I can feel the cells going *POP!*)