Primeira experiência “judicial”

Hoje tivémos que ir pela segunda vez ao Tribunal, dado que a equipa do arguido faltou toda da primeira vez. Primeiro foi chamado o arguido, depois o Bruno, depois eu, e depois um suposta testemunha dele. Foi tudo tão lame (a parte a que eu assisti) que nem consigo descrever. O tal gajo, testemunha dele, enterrou-se à grande, mentiu e o juíz topou-o e registou que ele “faltou à verdade”. A advogada do homem era absolutamente inenarrável. Discurso desarticulado, raciocínio totalmente ilógico, QI fracote. Meteu-se lá com uma “força centrípeta ou centrífuga que pode atrair os carros em movimento” que eu tive que me conter para não desatar a rir de tanta burrice e/ou falta de estudo. Não sei se ela é mesmo assim ou se é esquema para lidar com um caso indefensável. Se bem que pelos comentários após o julgamento, desconfio que se trate da primeira hipótese. Inacreditável. O Procurador também tinha um discurso confuso e quase inaudível. A única pessoa aparentemente lúcida e articulada (intelectual e verbalmente) ali parecia ser o juíz. Acho que o gajo que nos agrediu acabará por ser condenado por ambos os crimes, não-sei-quê “danos” e “danos com violência”. Espero que sim, onde já se viu usar um carro como arma de arremesso? A road rage devia ser bem punida, tal como todos os crimes levados a cabo com um carro como arma, em vez de classificar tudo o que envolva carros como meros “acidentes de trânsito”. Enfim, e assim se perdeu um dia de trabalho. 🙁

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