Deconstructing the librarian

Hoje à tarde, depois de sair do Tribunal, fui à FCT deixar o parecer da orientadora interna com a nota do estágio. Levei o carro, entrei no campus e fui estacioná-lo no parque Este, onde costuma haver sempre lugares livres. Saquei da Mobiky e lá fui eu até ao Departamental. 🙂 Foi a primeira vez que usei a ZWEI mobil U7, particularmente em modo cycling e ficou aprovadíssima, eheheh. Gosto mesmo bué desta mala! É linda, linda, linda! Ok, ok , stop drooling, I know. 😛 Bom, entrei no Dep e era pra deixar a bike com a senhora na recepção. Como não estava lá ninguém segui com ela até ao 5º piso e fui deixar o papel no gabinete do professor, que não estava lá. Voltei a sair e pedalei até à Biblioteca nova, que, a propósito, ainda não tem acessos desnivelados…

Dobrei a bike e entrei na biblioteca. Da porta ao balcão são literalmente 2 passos, e foi aí que estacionei a bicicleta, para falar com a senhora da recepção. É que para pedirmos o certificado de fim de curso temos que ter uma declaração a atestar em como temos a nossa ficha “limpa” na biblioteca. Por isso resolvi tratar já disso para aproveitar a ida ao campus. A senhora lá me foi tratar da declaração e entretanto fui à casa-de-banho uns metros à frente (deixei a Mobiky no mesmo sítio, junto ao balcão, num local em que não atrapalhava a passagem de ninguém). Quando voltei alguém a tinha colocado junto à porta, a que não está em serviço, ao lado da outra. Pensei apenas que alguém lhe tinha mexido, por graça. Mas não, foi uma outra funcionária da biblioteca. Quando me aproximei ela estava a sair e disse-me que não se podia ter ali a bicicleta. Eu perguntei porquê e ela disse “porque não”, “não se podem trazer bicicletas cá pra dentro”. Eu retorqui que aquela era uma bicicleta dobrável (tipo, não é que vá ocupar muito espaço ou estorvar alguém, como as normais), e ela “já viu se toda a gente entrasse ali com bicicletas?”. Eu disse que isso seria muito bom sinal, e que quando isso acontecesse logo se resolvia o “problema” (não me parece que haja muita gente a trazer a bicicleta pró campus). Ela veio então como o “não porque as rodas sujam o chão”. Eu perguntei “e então as cadeiras de rodas não podem entrar?” (ou carrinhos de bebé – unlikely no campus, though – or whatever). “Isso é diferente, não há alternativa”. Duh!

Ora vejamos, quem gere a biblioteca tem casas-de-banho preparadas para pessoas em cadeiras de rodas, embora os acessos ao edifício não estejam desnivelados. Na casa de banho não há caixotes do lixo, cabides para pendurar a roupa nem apoios para colocar os livros ou a mochila. Os gabinetes de trabalho individual não estão isolados (ou não estavam, aqui há uns tempos) do resto da biblioteca, tendo vista e audição privilegiadas para a barulheira nas salas centrais. Não há controlo sobre o comportamento dos utentes dentro da biblioteca, supostamente um local de silêncio, estudo e sossego. A FCT tem carros estacionados por todo o lado, há gente que leva o carro até à porta do gabinete, bom, quase, até à do edifício onde trabalha, pra não ter o cu levantado de uma cadeira por mais que uns segundos. Toda a gente se queixa da falta de estacionamento no campus, da má qualidade dos transportes públicos, do trânsito, da poluição. Esta alminha vê uma pessoa com uma bicicleta dobrável à entrada (à entrada, nem a levei pra lado nenhum!), e o que é que lhe sai? “Ai não porque as rodas sujam o chão”. E os sapatos das pessoas, não?! Em que aspecto é que a sujidade das rodas da minha bicicleta urbana (não venho de nenhum circuito BTT com ela, concerteza) é maior ou diferente da dos meus sapatos? Eu também posso andar na lama (e com tantas obras é o mais natural). A única maneira de aquilo sujar alguma coisa de forma diferente seria se eu andasse a fazer derrapagens dentro da biblioteca. Acho que isso está posto de parte, não? 😛 Se limpam o que eu sujo com os meus sapatos, também podem limpar o que sujo com as rodas 12″ da minha bicicleta, não? Que argumento mais idiota, sinceramente. E apressou-se logo a mudá-la de lugar uns decímetros, mais perto da saída, enquanto fui à casa-de-banho, para enfatizar bem a coisa… Acho que têm que pôr uns sinais na entrada a especificar as regras deles…

bibliotecafct.jpg

[Mázinha?… Estas merdas irritam-me, não posso ser sempre sempre compreensiva, calma, ponderada e boazinha!]

Se tiver que lá voltar (o que não deve acontecer), faço questão de entrar com a Mobiky outra vez, só pra chatear. 😛

Esta entrada foi publicada em insólito, mobilidade com as tags , , , . ligação permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.