Archive for January, 2007

Pink Ladies

Via Popgadget soube de dois serviços pensados especificamente para mulheres. No Dubai, um serviço de táxis exclusivamente para mulheres (e mulheres com crianças pequenas), em que o condutor é igualmente uma mulher, e o veículo é diferenciado por ter o topo bem como os bancos no interior em cor-de-rosa. Aparentemente, esta ideia terá sido inspirada nas Pink Ladies em Londres, um serviço parecido mas que funciona por membership, é um clube e não um serviço de táxi (que se pode mandar parar na rua e solicitar o serviço).

pink_ladies_1.jpg Imagem via Gizmodiva

Os veículos são sempre conduzidos por mulheres, de uniforme, treinadas em Primeiros Socorros, Auto-defesa e Atenção ao Cliente! Não há dinheiro nos carros (paga-se previamente pela internet ou pelo telefone com os dados do cartão de crédito), e estes estão equipados com GPRS, para maior segurança. As clientes passam a ser membros de um clube exclusivo. Só são transportados passageiros do sexo feminino e crianças. Os carros são cor-de-rosa com um interior em cabedal da mesma cor. Dão 2 toques para o telemóvel ou telefone quando estiverem no local combinado, para não termos que ficar na rua à espera. Depois de chegadas ao destino a condutora só arranca e vai embora após nos ter visto entrar em segurança (em casa, por exemplo). Os carros têm menos de 3 anos de idade para assegurar o seu bom estado e a segurança das passageiras.

Eu achei gira a ideia, e útil. :-) Os preços são similares aos de um serviço de táxi/aluguer normal. Só levanta a questão: será isto discriminação dos homens? Se houvesse um serviço similar na versão masculina não nos sentiríamos prejudicadas? Será comparável aos Men’s only Clubs? A este último acho que não, porque não se trata de negar a entrada ou a participação num convívio, numa discussão, num evento, trata-se apenas de um serviço com características muito específicas para um grupo da população (poderia ser só para crianças, ou só para idosos, ou só para deficientes, sei lá…). E também não será uma discriminação negativa dos homens, mas sim uma discriminação positiva das mulheres, para as servir melhor, até porque têm necessidades e particularidades que as tornam receptivas a este serviço que os homens não terão tanto, suponho. Claro que qualquer homem gostaria de usufruir nos outros serviços similares a este do mesmo grau de qualidade e cuidado, mas é para isso que serve o mercado. Basta algum empresário dedicar-se a isso. ;-)

Será que não há ninguém em Portugal a querer ser um franchisado das Pink Ladies? Elas estão prontas para franchising!

Mais um plugin engraçado

Já chaguei o Bruno pra ele me instalar mais uma mariquice, eheheh! :-P É o Snap Preview Anywhere! Basta pôr o cursor do rato sobre qualquer link externo para aparecer uma janelinha com uma preview do site. Ele está aqui a rir-se e a gozar comigo e com o facto de eu ter não-sei-quantos plugins instalados. :-P Pois é, eu gosto de plugins, dos widgets e dessas tretas assim. Que posso fazer? ;-)

Vai ter que haver aqui uma reviravolta

Estou farta do aspecto deste site! :-P É hora de mudar. Além da estrutura e aspecto, o conteúdo tem andado muito errático e de baixa qualidade. Tem a ver com a fase do ano e as circunstâncias pessoais, mas doesn’t feel right anyway.

Isto é uma característica minha muito vincada. Volta e meia tenho que mudar o aspecto ou simplesmente a disposição/organização do espaço onde estou. Também é comum estas mudanças serem levadas a cabo em alturas de transição na minha vida (férias de verão, após terminar um trabalho ou uma tarefa qualquer importante e muito absorvente, etc. Talvez seja um modo de assinalar exteriormente uma viragem mais interior. Ou talvez sirva apenas de terapia, dedicar-me a algo que eu posso controlar, só depende de mim, e a que geralmente sou competente (organizar espaço), for a change. O meu quarto já viu todas as permutações possíveis. A sala de estar e o escritório também são alvos comuns. A vantagem de uma casa virtual é que as possibilidades são infinitas! Eheheh! :-D

A minha bolsa já terminou (graças aos céus!). O curso está pendente por causa do relatório. Espero conseguir entregá-lo ao orientador interno na 2ªf, mas além disso ainda falta o parecer dos orientadores externos, o que vai ser complicado (como tudo o que tenha a ver com aquele lab e com aquele tipo). Agora o big boss não está cá mais esta semana. Eu quando for grande também quero ir trabalhar para um instituto público onde poderei passar mais tempo fora do que no local de trabalho, e estar sempre a fazer fins-de-semana prolongados e férias pagas, com ajudas de custo, carro de trabalho e cartão de combustível, sob a desculpa-que-já-ninguém-acredita do “serviço externo”. E continuar a ser “um senhor”, mesmo gastando dinheiro público para não apresentar resultados, manchando a credibilidade da instituição. E ninguém me dizer nada, ninguém me fiscalizar, no fundo um intocável. How some people are able to sleep at night and look their fellow citizens in the eye, i’ll never understand. Enfim, espero que não me lixem ainda mais com estes atrasos e negligências derradeiros, visto que o limite de lançamento da nota era 31 de Dez… Ainda me obrigam a pagar mais meia propina (uns 450 €) ou algo do género. É melhor nem pensar… :-(

Era tão bom poder comemorar os meus 26 anos na 2ªf simultaneamente com o fim da odisseia destes últimos 7 anos da minha vida, bem como o atraso de vida, perda de tempo, que foram os últimos 16 meses… Mas acho que i’ll still be holding my breath (and wasting my time) for a couple more days (or weeks!…). Não faço ideia do que será da minha vida from now on. Mas a ideia de deixar pra trás a faculdade tira-me toneladas de peso de cima. Parece que consigo respirar, e que já quero respirar.

Claro que depois os almoços de fim-de-semana “em família” tiram-me logo esse gozo novo de respirar. “A vida está difícil, nunca vi isto tão mau, nem sabes as histórias que vou sabendo, está aí uma crise do c******, a vida é dura, dos fracos não reza a história, o que importa é ser esperto, o mundo está cheio de filhos-da-puta, o filho do vizinho é que é bom”, e blá blá blá. Com tais injecções de confiança ano após ano nem sei como é que não saltámos já da ponte (nós, as filhas, pelo menos). Juro que sinto que estar em casa me faz mal. Psiquicamente, emocionalmente. Debilita-me, enfraquece-me, faz com que seja assolada ainda por mais dúvida, incerteza, hesitação. Depois destes almoços só penso que nunca vou conseguir fazer nada de jeito na vida e que nem vale a pena tentar seja o que for, nem arriscar o mínimo que seja. Porque não tenho talento, porque não sei ser filha-da-puta, porque não me sinto capaz de o ser nem quero, porque vou encontrar quem o seja e provavelmente não terei capacidade de topar os seus esquemas a tempo, ou não serei capaz de os resolver. Admiro o meu pai por ir tendo capacidade para resolver os problemas bicudos com que se depara e ir conseguindo evitar que as inúmeras pessoas sem escrúpulos que vai encontrando o deitem ao chão. Mas só queria que ele não nos despejasse tanta realidade em cima, e da forma como o faz. Porque se a vida e as pessoas são mesmo assim tão más como ele as apresenta não sei se vale a pena sequer tentar…

Antes e depois

Eu acho que até os próprios modelos se devem sentir mal ao verem-se nos posters, revistas, etc…. They can’t even live up to “themselves“!

BCSD e mobilidade urbana

Há uns tempos atrás descobri o site do BCSD Portugal – Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, uma associação sem fins lucrativos, criada em Outubro de 2001 e associada ao WBCSD – World Business Council for Sustainable Development. Segundo eles, «a missão principal do BCSD Portugal é fazer que a liderança empresarial seja catalizadora de uma mudança rumo ao Desenvolvimento Sustentável e promover nas empresas a eco-eficiência, a inovação e a responsabilidade social.» “Dedicated to making a difference“, soa a um bom slogan (desde que a diferença seja boa, claro! :-P).

Fui dar ao site depois de tropeçar num pdf deles sobre mobilidade urbana. Do documento:

«Young Managers Team (YMT) é uma iniciativa inovadora, que constitui uma oportunidade de crescimento profissional num ambiente multisectorial proporcionado pelos membros do BCSD Portugal (…) e, simultaneamente, uma aposta das empresas nos seus quadros mais promissores, garantindo uma forte componente de formação numa área estratégica, como é o desenvolvimento sustentável. A primeira edição deste projecto - YMT 2005 - reuniu um conjunto importante de empresas associadas do BCSD Portugal (…) num total de 17 empresas e 22 participantes. Formaram-se duas equipas que, ao longo de um ano, desenvolveram uma agenda de trabalho dedicada aos temas da Inovação e da Mobilidade Urbana Sustentável.» «Neste contexto a equipa Albatroz desenvolveu o seu trabalho no âmbito da problemática da Mobilidade Urbana.»

«Face ao cenário desenhado, aproveitando o papel dinamizador do BCSD Portugal, cujas empresas abrangem um universo de cerca de 170 000 trabalhadores, e reconhecendo que estas têm condições para serem actores decisivos de mudança, pretendemos com este projecto evidenciar a sua co-responsabilidade nesta temática e esperamos que possa servir como uma primeira orientação na adopção de boas práticas de Mobilidade Sustentável.»

Bom, não sei se o tal estudo se traduziu em alguma mudança positiva significativa nas opções de mobilidade dos funcionários daquelas empresas, suponho que não (um estudo não muda nada, tem que haver gente a mudar as coisas após o estudo…), mas reparei especialmente nuns gráficos que eles apresentam no documento:

mobilidadecasatrabalho.jpg

Pena que são de trabalhos diferentes e, logo, não são totalmente comparáveis. Além disso, o do Porto é de 2001 e o de Lisboa é de 2002.

Em Lisboa, 51.6 % das pessoas desloca-se de transportes públicos (autocarro, elećtrico, metro ou comboio, 12.6 % dos quais neste último), 39.2 % desloca-se de automóvel (veículos privados), 4.5 % a pé, 3.5 % de mota ou bicicleta.

No Porto, só 21 % das pessoas se deslocam de transportes públicos (20 % autocarro, 1 % comboio). Talvez isto se prenda com a oferta. Cá temos várias linhas suburbanas de comboio, as várias linhas de metro, alguns eléctricos, uma série de operadores de autocarros,… Como será no Porto? Nunca lá fui, não conheço nem estou informada. O Metro de superfície já deve ter entrado em funcionamento após este estudo. 54 % deslocam-se de automóvel particular (mais que em Lisboa). Também há mais gente a deslocar-se a pé, 16 %, e um pouco mais de mota ou bicicleta, 5 %. No Porto, 76 % das pessoas usam meios de transporte rodoviários (públicos e privados, e em conjugação com outros). Devia ser ao contrário, 24 % de carro e os outros 76 % a pé, de bicicleta, de eléctrico, de metro e de comboio… ;-) Quando será que Portugal verá o fim da soberania do automóvel, do alcatrão, do ruído e da poluição, dos mercenários, negligentes ou simplesmente distraídos mas sempre demasiado impunes?

Gostava que tivessem desdobrado a % de pessoas que vai de mota ou bicicleta. Os bike commuters ainda devem ser praticamente invisíveis no bolo geral… :-(

Boas notícias para o ambiente

Via Treehugger soube que desde 1 de Janeiro de 2007 os fabricantes de automóveis europeus são obrigados a recolher para reciclagem carros “mortos” de qualquer ano. Notícia apareceu na BBC. A quantidade de materiais prejudiciais tais como o mercúrio e o chumbo serão agora também reduzidos pelos fabricantes nos novos modelos.

A queda no valor da sucata levou a que se passasse de uma situação em que os sucateiros pagam ao proprietário do carro fora de uso para uma situação em que os donos do carro têm que pagar ao sucateiro. O resultado é que muitos abandonam os carros na via pública, e ficam as autoridades locais com o ónus da remoção.

Pretende-se reciclar ou reutilizar mais de 80 % de cada veículo.

Daqui a uns seis meses será implementado um esquema similar para equipamentos eléctricos e electrónicos.

Ainda há pastores?

Também viram isto na SIC agora pelo Natal? Na altura pensei que era apenas uma reportagem. Em rodapé puseram o endereço de um site que fixei para mais tarde ir espreitar. Só o fiz hoje e acabei descobrindo que se trata de um filme. :-) E estará cá em Lisboa às 21h30 de 24 de Janeiro na Cinemateca Portuguesa. Era giro poder ir ver, a ver se me lembro e se tenho hipótese. Há este trailer e mais uns teasers no YouTube:

É brutal pensar que ainda há gente a viver em casas com aquelas condições (ou falta delas). É preciso ser mesmo gente rija. Claro que o hábito faz o monge. Para um burguês urbano médio aquele quotidiano é um pesadelo. A dureza do dia-a-dia, o isolamento. Quando penso num jovem de 27 anos a imagem que me ocorre não é a do Hermínio, mas “eles andem aí”. :-P

Ia dizer que o Quim Barreiros além do telemóvel podia ter-lhe oferecido também um ipod e uns fones, dava mais jeito do que carregar aquele tijolo ao ombro, mas se calhar ele precisa de conseguir ouvir bem as ovelhas (sim, porque acho que ali não vai precisar de estar alerta por causa do trânsito ou seja o que for…). :-P

A que brasileiras se referiria ele? A prostitutas ou a imigrantes? Deve ser difícil arranjar uma namorada quando se tem uma ocupação tão exigente… É quase como um namoro à distância. :-(

Pequenas coisas que fazem uma grande diferença

O Hippo Water Roller:

Antes:
women_with_buckets_1.jpg

Depois:
image.jpg

Soube deste produto já não sei bem através do quê. Estou a ver se consigo diminuir o número de tabs abertas no Firefox, esta já cá está há muito tempo. :-P Estive a ver o site e parece interessante. Traduzindo alguma info do site:

O Hippo Water Roller (HWR) é um recipiente especificamente desenhado para aliviar o sofrimento de milhões de pessoas que todos os dias são forçadas a percorrer longas distâncias a pé para recolher a água de que necessitarão para cada dia. Tradicionalmente isto é feito com baldes de 20 L, carregados à cabeça, sendo obviamente penoso e causa de problemas de saúde. Além disso representa uma tarefa que absorve muita energia e muito tempo às pessoas dela encarregadas.

O HWR é um contentor com a forma de um barril desenhado para transportar 90 L de água. Tem uma grande tampa de enroscar e uma pega de aço de encaixar. O contentor é feito em polietileno com estabilizadores de UV e foi desenhado para resistir às condições rurais típicas (caminhos aos altos e baixos, pedras, até garrafas partidas). A abertura larga (13,5 cm) permite fácil enchimento e limpeza do interior. A tampa selada assegura armazenagem higiénica da água e a pega de aço oferece controlo firme sob terreno difícil ao puxar ou empurrar o HWR. Os 90 kg de água são levados pelo chão, resultando num peso efectivo de apenas 10 kg ao nível do solo. As crianças e os idosos conseguem facilmente lidar com um HWR cheio na maior parte dos terrenos.

O HWR pode ainda ser usado paralelamente como suporte publicitário!

k_jpg.jpg
[Foto tirada daqui]

Muito importante é também a protecção que oferece no caso de pisar um mina terrestre, absorvendo a onde de choque e o calor gerado pela explosão, evitando totalmente as chamas e poupando ferimentos graves na pessoa:

landmine.jpg

Há uns tempos atrás apanhei um programa qualquer na TV que mostrava o trabalho de um homem que acho que era o fundador da Light Up The World, uma fundação que procurava melhorar a vida das pessoas mais pobres oferecendo-lhes luz eficiente e barata, LEDs. Isto traz vantagens económicas (fica mais barato), de saúde (evita a queima de querosene e coisas assim dentro de casa), de educação (as crianças podem dedicar-se aos trabalhos escolares por mais tempo e com melhores condições). Sei que fiquei impressionada com a reportagem e com o trabalho daquela fundação. Aquele tipo de coisas que nos dá esperança na espécie humana. ;-) Uma tabela interessante, disponível no site deles:

lutwf.png

Reclamação

No sábado à noite estava numa crise de zapping (períodos onde tenho o azar de me sentar no sofá pra ver televisão e nunca mais consigo sair dali…) e cerca das 22h-23h comecei a ver um episódio da série 24. Já sabia que é uma série muito conhecida, premiada e cheia de fãs. Mas nunca tinha tropeçado nela a sério. Isso acabou. Comecei a ver e não consegui parar. Aliás, parei. às 02:40… E sem ter terminado a história! AAAARGH! Quando acordei, ontem, depois de almoçar (já tarde, visto que me deitei cerca das 05:00…), apercebi-me que estavam a passar mais 24!! Continuei a ver, desesperada por saber como se resolvia a história. Devo ter estado a ver aquilo, em pijama, umas 3 horas pelo menos… E não consegui ver o final (se é que o passaram) porque tive que me ir vestir para a saída da passagem de ano.

Estou muito frustrada e a culpa é da 2:!!! Isto não se faz! Perdi o fim-de-semana de volta da TV por causa de 1 série!! :-P

Bom, agora já percebo all the hype around it. ;-)

Tamera na TV

A SIC Notícias vai passar um documentário sobre Tamera: “TAMERA – Uma Fórmula Para a Paz“. Tem cerca de 50 min e passa hoje às 23h e amanhã às 13h.

Soube através de um e-mail da Meike Müller, na newsletter que subscrevi desde que assisti a uma apresentação do projecto, em Évora, em 14 de Maio de 2005 no Encontro Alternativas e Resistências. Na altura gostei muito do que vi e ouvi e fiquei bastante interessada na temática (mais na vertente ambiental do que propriamente na espiritual). Antes do Encontro tinha ficado a conhecer o projecto através das mailing-lists do GAIA.

«Estimados amigos, estimadas amigas !

Desde Tamera, lhes desejamos uma boa passagem de ano e esperamos que tenham tido um bom natal.
Lhes escrevemos hoje para avisar sobre a exibicão em televisão do documentário “Tamera- Uma fórmula para a Paz”, de cerca de 50 min., realizado por uma produtora portuguesa há um ano e meio atrás. Para quem ainda não esteve aqui, o documentário dá uma boa vista sobre as ideias base do projecto, para os que já conhecem é uma lembranca- passem a palavra para que quem tenha interesse possa utilizar esta chance de ter uma primeiríssima impressão. Mesmo já não estando completamente actualizado, penso que ele consegue dar alguma ideia do que pretendemos fazer.

Com cumprimentos ansiosos por um futuro sem guerra,
Meike Müller
Tamera.
»

Sinopse

Não há caminho para a Paz. A Paz é o caminho.

(Mahatma Gandhi)

Esta história conduz-nos até Tamera, uma pequena comunidade nascida, em 1995, no sul de Portugal.

Tamera tem um sonho que implica uma mudança na forma de ver e de compreender o (nosso) mundo. Porque o Homem é o motor dessa transformação, este projecto de Paz apresenta-se como uma espécie de laboratório social, em plena harmonia com a Natureza.

Tamera define-se como um biótopo de cura. Este processo estende-se a todas as áreas da convivência humana e leva a comunidade a acreditar que, se for possível montar num determinado ponto do planeta um modelo de cultura não-violento, onde a Paz possa realmente ser vivida, então, esse modelo terá um efeito concreto sobre a esfera de pensamento da própria Terra, como um ponto de acupunctura para a Paz. Criar uma rede global de trabalho para erguer o “Movimento por uma Terra Livre” é a ambição política de Tamera.

Para atingir estes objectivos, a comunidade, que conta actualmente com cerca de 100 pessoas, precisa ainda de cultivar a sua
auto-suficiência. Longe da selva urbana e alimentada pelo calor do Sol, a energia do Amor e da Vida, Tamera ensaia um modelo social que ganha forma à medida que a semente de uma nova cultura cresce. Será esta a chave para enfrentar os actuais problemas do mundo? Será este o caminho que poderá levar a Humanidade à descoberta de uma fórmula da Paz?