Archive for November, 2006

Flexi-segurança? Nopes, preferimos o inflexi-insegurança…

A propósito deste post recente, que coincidência, o Governo está a considerar adoptar este modelo - flexi-segurança! :-) Ou afinal não, que isso já era ter “tomates” demais…

Burqinis!

Lembram-se dos fatos-de-banho para mulheres cristãs? Agora também há para mulheres muçulmanas… [via Religious Freaks]

Burqinis Ahida

Estes são mais bonitos, mas cobrem mais, que isto há que manter “a modéstia”… No word on male modest dressing, of course.

Ainda bem que sou ateia e posso usar absolutamente tudo o que eu quiser ou até não usar nada e continuar a ser uma pessoa digna…

Que tal emigrar?

Acabei de assistir a um programa na SIC Notícias, o Made in Europa, sobre a Dinamarca. As escolas, a agricultura biológica, a facilidade de despedir associada a bons subsídios de desemprego, formação gratuita e alta rotatividade profissional, as empresas (ex. da LEGO),… Sinto-me frustrada por viver neste país da tanga.

Uma voltinha de bicicleta. :-)

Já acabei a primeira versão do relatório de estágio. Agora tenho que o entregar à minha orientadora e esperar pelas correcções. Nos entretantos posso descansar um pouco. :-)

Hoje à tarde resolvi ir à Biblioteca Municipal de Oeiras para uma pequena sessão de leitura das revistas. Além disso tinha que ir mandar imprimir o relatório, a cores. Resolvi ir de bicicleta pois o tempo estava bom. Desta vez não levei a Mobiky, claro, não se adequava ao objectivo. Levei a B’twin. Não pus logo o capacete porque tinha acabado de tomar banho e o cabelo ainda estava molhado. Mais à frente peguei no capacete e preparava-me para o colocar quando reparei que estava cheio de bolor! Aaargh! Que nojeira! :-P Então lá fui feita bimba com o capacete pendurado no guiador. Tsc tsc.

Aaaaaah, soube mesmo bem pedalar aqueles 6 km até Oeiras. :-D Desde Agosto que a minha vida anda um bocado acelerada e tenho tido pouco tempo para mim. Ainda não voltei a nadar (falta-me arranjar a maldita declaração médica) e não tenho andado de bicicleta (nem em passeio nem em commuting), porque o facto de ter que levar o monstro do portátil atrás todos os dias me “cortava” um bocado as pernas… :-( Estou a engordar que nem uma doida à custa de praticamente não me mexer (ando de carro, não faço desporto nenhum, não ando…) and i hate it! Qualquer dia já não sou capaz de atar os meus próprios sapatos e deixo de conseguir ver os pés. :-P Now that’s freaking sad. So, i’m literally *fat* up with this sedentary life! :-P

Bom, estava uma grande animação na biblioteca por causa de um concurso qualquer sobre pesquisa na net. Até cheguei a ver o Vasco Graça Trigo (apresenta o 2010), parece que iria ser o moderador de um debate qualquer relacionado com o concurso. Deste modo, a zona de leitura estava um bocado mais agitada que o normal. Mas lá passei um bom bocado de volta das revistas. :-)

Depois fui embora, passei pelas Tegra, para imprimir o relatório. Disseram que era na outra, mais à frente. Lá fui eu. Novo azar, não faziam impressões a cores a laser neste fim-de-semana, só a jacto de tinta (muito mais caro, e pra isso posso fazê-lo na minha). E pus-me de volta à estrada, a caminho de casa. Fiz 12 km and it felt really really great! O exercício, o tempo sozinha, o fresco da noite. :-)

Deu-me para tirar duas fotozitas representativas das asneiras municipais no que concerne à mobilidade em Oeiras:

Paragem da infâmia no Casalinho MoraisOs não-automobilistas que se lixem

Não imaginam o que isto me frustra:-(

Agora vou passar o resto do serão de volta dos mil e um cadernos do Expresso e do Sol. Aaaaah, i just love reading. ;-)

Um dia que começou bem e acabou mal - parte II

Mais tarde, já em casa, finalmente eu e o Bruno íamos começar a ver o filme. Agora tenho que explicar como fazemos isso em minha casa.

Eu tinha um leitor de cassetes de video VHS. Até há uns anos era nele que eu via as centenas de filmes que alugava. Depois pifou pela terceira ou quarta vez e ficou em águas de bacalhau uns tempos. É que nós somos do tipo de pessoas de tentar arranjar antes de ir comprar um novo e fazer lixo ao mandar o velho fora. Mas neste caso a despesa com arranjar mais uma vez este já começava a ser ilógica. Entretanto o Bruno emprestou-me um que ficou cá durante uns meses. Neste meio tempo o VHS tornou-se obsoleto e os clubes de video acabaram completamente com os filmes em cassete, generalizando o DVD. Mas eu não tinha um leitor de DVD e nem tinha dinheiro para ir comprar um (ainda eram muito caros, e também não sou de comprar chinesices baratas que deixam de funcionar no dia seguinte). E fui adiando. Entretanto comprámos o portátil, com leitor de DVD. E desde essa altura e até agora era através desse leitor que víamos os filmes. Levávamos o portátil prá sala, ligávamo-lo à TV, e víamos o filme. O SO era o Ubuntu. Em Windows seriam necessários programas próprios, pagos, concerteza. E nem sei se deixariam ver o filme. Em Linux há vários programas que permitem ler o DVD.

Estaminé para poder ver filmes em casaEstaminé para poder ver filmes em casa

Bom, este sistema tem funcionado até agora. Já tivémos um ou dois DVDs que deram problemas antes. Um conseguia ler mas a imagem congelava de 5 em 5 minutos. Outro não deu mesmo para ler. Dessa vez fui ao video clube (no Centro Comercial Palmeiras) e reclamei. Mas acabei por pagar o filme que não tinha visto.

Desta vez o DVD também não funcionou. Testámos dois leitores. O problema não é do DVD (não estava sujo nem danificado). O que acontece é que tem erros propositados para impedir que seja lido em leitores integrados em computadores. Isto é por causa da luta contra a pirataria. Ora, eu não ia copiar o filme. Ia apenas vê-lo. Paguei-o e tenho o direito a assistir ao filme como qualquer outra pessoa.

NADA no Oásis Video Clube, NADA nas caixas de DVD deles, e NADA no próprio DVD indicam os requisitos mínimos para este funcionar correctamente.

Caixa dos DVDs do Video Clube Oásis - frenteCaixa dos DVDs do Video Clube Oásis - verso

Caixa dos DVDs do Video Clube Oásis - interior, topoCaixa dos DVDs do Video Clube Oásis - interior, fundo

Em lado algum é dito que não se pode ver o DVD em leitores de computador. Em lado algum é dito que os DVDs só funcionam em leitores de DVD independentes.

DVD Sony do filme

Claro que o DVD tinha que ser da Sony…

É um DVD. Qualquer leitor de DVD lê… um DVD!!!! Ora os cabrões da Sony lixam o consumidor introduzindo erros no DVD para que este não seja lido num leitor qualquer. Mas claro que não informam o consumidor disto. Quam não souber o que se passa sugiro que procure saber, porque os gajos das indústrias do audiovisual e da música estão on a quest to screw the consumer and screw the fans. Procurem na web por DRM (Digital Rights Management)…

Ficámos sem o nosso serão de cinema enrolados no sofá. Grrrrr!

No dia seguinte, domingo, lá voltei ao Video Clube para devolver o filme. Até esse momento andei ansiosa, porque sabia que ia levantar problemas, e haver confronto. E eu detesto confrontos. I really suck at them, usually. Mesmo que a razão esteja do meu lado, o que não falta por aí são imbecis sem capacidade argumentativa nem inteligência mas com muita autoconfiança e linguagem corporal de intimidação. Por isso prefiro discussões escritas, onde só valem as ideias, as palavras, a capacidade de raciocínio e argumentação, independentemente de intimidações subliminares e tons de voz agressivos.

Adiante. Estava um dia lindo, aliás, uma tarde linda, em Oeiras. :-) Soalheira, calma, silenciosa. Levei o carro até à Estação de comboios e estacionei quase no mesmo sítio do dia anterior. Saquei da Mobiky e pus-me a caminho. Voltei a fotografar o estacionamento das bicicletas (de dia vê-se melhor ;-)). Havia uma bicicleta cujo dono preferiu prendê-la a um posto em frente à PSP, do outro lado da rua.

Estacionamento para bicicletas junto à estação de comboios de OeirasBicicleta presa a poste em Oeiras

Não havia carros nos sítos de estacionamento (e nos passeios e afins) e o trânsito era quase nenhum. Parecia um universo paralelo relativamente aos dias “úteis”. :-)

Carfree perspective

E lá fui eu, de bicicleta, a curtir o sol, a tranquilidade, a viagem. :-)

Enjoying my ride on Mobiky :-)

Cheguei ao video clube, fechei a bicicleta e entrei com ela ao lado, até ao balcão. E expus a situação. O rapaz disse que era “dos DVDs vermelhos”, às vezes não davam. E se tinha experimentado limpar o DVD (esta é um clássico). Eu expliquei que o problema era os DRMs e que sabia que a culpa não é do video clube, mas que também não era minha. E se eles não têm aviso nenhum eu não posso ser culpada e pagar por um produto/serviço defeituoso. E o rapaz sugeriu-me comprar um leitor de DVD, “que já há uns muito baratos”. Pormenor: eu já tenho um leitor de DVD, ok? Está no meu portátil! E depois ainda começou com uma conversa a dizer que os DVDs são para ser lidos em leitores de DVD, e que ler no computador pode fazer o jeito às vezes mas que não é para ler lá. What the fuck?! Quem disse que não é para ler lá?! É um leitor de DVDs!

Depois de muito blá blá blá, e de eu perceber que eles, apesar de esta indústria ser o seu trabalho, não sabem do que eu estava a falar (DRM, políticas e polémicas da Sony, etc), e de eu ter sugerido que o que eles podiam fazer era colocar um aviso para as pessoas tomarem decisões informadas (não responderam sim nem não)… o rapaz suspendeu-me a conta e eu pedi o livro de reclamações.

Reclamação de 19/11/2006 no Oásis Video Clube em Oeiras

Eles disseram que aquilo não servia de nada e que eu tinha era que reclamar com a Sony. Têm razão. Mas se eles não informam os seus clientes eles também são imputáveis. Lá fiz a reclamação. E posso riscar um video clube da minha lista, porque eu NÃO VOU PAGAR por um produto que não funciona. Além disso, se os filmes deles não funcionam não me serve de nada ter conta lá. Nunca sei quando vou perder o meu tempo e gastar gasóleo a deslocar-me lá para escolher um filme e depois chegar a casa e aquela porcaria não funcionar!

Se eu quisesse piratear eu não ia ao video clube pagar pelo DVD! Bastava sacar a merda do filme da net! It’s right there, completely available and FREE! Deu mesmo vontade de sacá-lo e pronto. Dumb fucks!

Fiquei orgulhosa de mim própria com esta situação. Porque fiz alguma coisa em vez de ceder ao nacional-porreirismo que nos deixa a todos nesta merda de atraso de vida ad eternum. E porque consegui manter uma discussão calma, educada, coerente. Fui articulada e não me deixei intimidar nem cedi. O nervosismo passou. :-)

Resolvi aproveitar the adrenalin rush e consequente autoconfiança súbita e desloquei-me ali ao lado ao Centro Comercial das Palmeiras, para resolver a questão do “Regulamento”. Não há Regulamento algum exposto nem disponível para apresentar aos clientes. Acho que isto é ilegal, mas tenho que tentar esclarecer. E na porta não há indicação nenhuma de proibição de bicicletas.

Porta principal do Centro Comercial Palmeiras

Pedi um contacto para falar com a tal Administração. O rapaz lá me deu um telefone e disse pra ligar para ali que “eles depois passam à Administração lá em cima”. ?? Pedi uma morada para poder enviar uma carta. Lá foi o rapaz escrevinhar novamente no papelinho. Falei com ele e expliquei a Genius. Perguntei porque não deixavam entrar com ela. Ele não soube responder, disse serem ordens da Admin… Eu perguntei, “mas então onde é que eu a deixo?” Ele disse “lá fora”. E eu perguntei “onde, se vocês não têm estacionamento para bicicletas?!”. Ele disse que “ah, as pessoas costumam deixá-las ali fora, presas à coisas”. Riiiiiight!

Bicicletas à entrada do Centro Comercial Palmeiras, em OeirasFrente à entrada do C. C. Palmeiras

Que simpáticos. Os automóveis têm todos os lugares preparadinhos, os estúpidos que venham de bicicleta que as deixem aí presas a qualquer sítio, no meio do caminho. Mas a minha questão é que uma bicicleta dobŕavel não tem que ficar na rua, a ideia é mantê-la connosco. Se eles não ma deixam levar deviam ter um serviço de bengaleiro/cacifo, não? Que gente mais atrasadinha…

Vou ver se consigo enviar a carta prá Administração para esclarecer isto. Mas se tiver que lá ir entretanto acompanhada da Mobiky, estou-me lixando. Se me quiserem impedir mostrem-me primeiro o Regulamento ou chamem a polícia. A ver se a malta abre a pestana.

Um dia que começou bem e acabou mal - parte I

Ontem fui trabalhar para a Biblioteca Municipal de Oeiras. Fui ainda de manhã, mas já tarde. Fui de carro… Quando lá cheguei constatei que havia carros por todo o lado e nos meus spots habituais estava tudo cheio. Carros na estrada, nos passeios, etc, o costume. Resolvi andar mais um pouco em direcção a Santo Amaro. Tipo mais 500 metros à frente, após uns terrenos sem nada há uma urbanizaçãozita. Havia MONTES de lugares. Estacionei e saquei da Genius que levava no porta-bagagem. E voltei para trás, para a BMO.

Aquilo fecha às 13h e então aproveitei os 30-40 minutos que restavam para ler as revistas e assim, na zona de leitura de periódicos, logo à entrada. Entrei com a Mobiky (ora lhe chamo Genius, ora chamo Mobiky, é a mesma coisa, Genius é mais correcto, mas Mobiky é mais giro) e encostei-a logo a uma parede. Não incomodou ninguém. :-) E além disso já lá havia outros veículos. ;-)

Mobiky na Biblioteca Municipal de OeirasOutros veículos na BMO

Às 13h, peguei na Mobiky e pedalei até à Telepizza em frente à estação dos comboios de Santo Amaro. Pedi e paguei uma pizza e nos 15 minutos de espera fui dar uma voltinha de bicicleta. Passei pela estação:

Mobiky na passagem

Depois desci em direcção ao túnel para passar por baixo da Marginal e não pude deixar de fotografar isto:

Deviam rever a definição de

Acho que a definição de “passeio” devia ser revista em Portugal, porque não é concerteza (definição da Priberam):

passeio s. m.

1ª pess. sing. pres. ind. de passear

acto ou efeito de passear; lugar em que se passeia; jardim em que se pode passear; parte lateral e um pouco mais elevada de algumas ruas, destinada ao trânsito de peões.

E lá fui até à praia:

Bar na praia de Santo Amaro de Oeiras

Achei estranho ver a praia e o passeio marítimo tão vazios num sábado solarengo. Talvez fosse por ser hora de almoço (~13h30) mas de qualquer modo, não é costume…

Bom, lá voltei para trás para comer a minha pizza, na esplanada. I looooove pizzaaaaaaa! :-D

Almoço

A seguir peguei novamente na bicicleta e voltei para a BMO. Pelo caminho parei junto ao carro pra pegar no portátil e nos papéis. Aquilo é um monstrengo, a mala devia pesar uns 5 kgs ou mais. :-P Ainda pensei que talvez não conseguisse levar aquilo na bicicleta, mas surpreendentemente deu pretty well. :-)

Cheguei à biblioteca, entrei com a Mobiky em “walking mode” pela mão, passei frente ao balcão e dirigi-me logo a uma mesa, onde encostei a bicicleta ao móvel. Montei o meu estaminé e comecei a trabalhar. Os funcionários da biblioteca olharam mas ninguém me disse nada, felizmente. Devem ter sido apanhados de surpresa, eheheh. ;-)

Mobiky na BMOMobiky na BMO

No final do dia, antes de sair da BMO, lembrei-me de ir alugar um filme (há que tempos que não o fazia). Resolvi ir ao clube de video do Palmeiras, em Oeiras. Peguei na bici, fui até ao carro, pu-la no porta-bagagem e lá fui eu.

Estacionei o carro perto da esquadra da PSP, numa fila de estacionamento paralela à estação dos comboios. Saquei novamente da bicicleta e pus-me a caminho. Antes fui fotografar o estacionamento de bicicletas frente à estação dos comboios.

Estacionamento para bicicletas frente à estação dos comboios de Oeiras

E tinha lá várias! :-) Depois soube mesmo bem pedalar à noite aqueles 3 ou 4 minutos. :-)

Cheguei ao Centro Comercial pela porta traseira e entrei, com a Mobiky em “walking mode“. Subi na escada rolante e dirigi-me ao clube de video. Antes de lá chegar um segurança diz-me do outro lado das escadas (não se lembrou de se aproximar de mim) que “isso não pode andar aqui”. Que “mesmo ‘assim’ ou de outra forma não podia entrar com ela ali”. Eu, estupefacta, perguntei porquê, se à entrada não estava nada a indicar tal proibição. Ele disse que eram “ordens da Administração”, que “está no Regulamento”. Enfim, deixou-me ir ao clube de video “desde que seja rápido” e lá fui. Não vi filme nenhum que me apelasse e entretanto estava a pensar cá para mim que não ia dar dinheiro a um sítio onde me recusaram a entrada de forma tão arbitrária, injusta, estúpida e provavelmente ilegal. E saí dali.

Fiz questão de ir ver o tal Regulamento, mas na recepção não estava ninguém e muito menos Regulamento algum exposto, claro… E fui embora. Na web entretanto também não encontrei contacto nenhum da Administração… Quando saí fui fotografar as entradas para comprovar que não há aviso absolutamente nenhum. Nem na porta principal, nem na traseira nem sequer na porta directa para o Pingo Doce:

Centro Comercial Palmeiras Shopping - entrada principalCentro Comercial Palmeiras Shopping - entrada principalCentro Comercial Palmeiras Shopping - entrada principal

Centro Comercial Palmeiras Shopping - entrada traseiraCentro Comercial Palmeiras Shopping - entrada traseira

Entrada do Pingo Doce no C.C. Palmeiras

O único aviso é o da proibição de entrada a cães (e outros animais?) (obrigatório onde se vendam produtos alimentares). Na porta do Pingo Doce nem sequer está este sinal, apenas o papel do horário de funcionamento. Curiosamente, nas portas do Centro Comercial não há este aviso. Revezam-se, deve ser isso…

Assim, o Centro Comercial Palmeiras NÃO tem nenhum estacionamento para bicicletas para os seus utentes, nem no exterior nem no interior. Também não tem nenhum serviço de “bengaleiro” ou cacifos para as pessoas colocarem aquilo que supostamente a Administração não permite que levemos para o interior do centro (mas que NÃO NOS AVISA). Não tem o tal Regulamento exposto em lado nenhum.

Não há razão nenhuma para não me deixarem entrar com a bicicleta, pelo menos assim, dobrada. Em muitos sítios já se vê sinais a proibir os putos de andarem com aqueles ténis com rodas, ou de patins e skates, o que até percebo. Não há sinais destes no Palmeiras, parece-me… Agora, se eu não estou a andar de bicicleta dentro do edifício, se ela vai dobrada e por isso não estorva nem obstrui o caminho a ninguém, se ela ocupa o mesmo espaço que uns sacos de compras ocupariam… qual a razão desta alegada proibição?!

Não é por ter rodas, nem é pelo espaço que ocupa, nem é por ser um acessório de mobilidade ‘prescindível’. Senão também não deixariam pessoas entrar com:

  • carrinhos de bebé
  • carros de compras do supermercado
  • carrinhos de compras pessoais
  • Carrinho de compras

  • bicicletas e triciclos dos putos pequenos
  • bagagem volumosa como sacos de compras
  • auxiliares de marcha (idosos, etc)

Ele insinuou que mesmo que eu levasse uma bicicleta totalmente dobrada e sem ser a rolar no chão, ou seja, se a levasse tipo saco, não podia entrar!!

Mas agora eles podem dizer o que eu posso carregar ou não? Donde vem esta perseguição às bicicletas? E se for uma bicicleta brinquedo, ou bicicleta miniatura, também é proibido?…

Logo que possa volto lá, de Mobiky, e vou querer ver o Regulamento. E consoante as coisas, farei as devidas queixas a quem de direito e/ou as devidas sugestões à própria Administração. Entretanto, boicotei o Centro Comercial Palmeiras. Se a minha bicicleta não pode entrar o meu dinheiro também não entra, quer no cinema, quer na ervanária, no Pingo Doce, no video clube e na loja de desporto e demais lojas que costumava frequentar (e vou fazê-los saber disso por carta). Assim vai o atraso mental deste país, em que os gajos preferem que eu leve o carro até à porta deles e estacione à papo-seco em cima de passeios, passadeiras e o diabo a quatro. Dumbasses.

Esta semana fui ao Carrefour de Telheiras com as minhas colegas e levei a Mobiky e ninguém nos disse nada. Se calhar foi a surpresa, os seguranças ficaram um bocado embasbacados a olhar prá bicicleta e esqueceram-se do eventual “Regulamento”… Mas de qualquer modo também não havia sinal nenhum a proibir entrada a bicicletas…

M. a desfilar com a Genius no Carrefour de Telheiras

Num outro dia que fomos ao Colombo almoçar foi com agrado que vi um sítio para estacionamento de bicicletas no parque de estacionamento. Preferia outra localização, mas já é um bom começo. ;-)

Sítio para bicicletas no Parque de Estacionamento do C.C. Colombo

Bom, lá saí do Palmeiras e fui ao video clube Oásis ali ao lado. Entrei com a bicicleta mas estacionei-a logo à entrada, junto de uma série de sacos de compras de supermercado que alguém também “estacionou” lá. Talvez porque não a levei lá mais pró meio, ninguém me disse nada. Neste sítio há papéis a dizer que é proibido andar de patins e com aqueles ténis com rodas. Mas não diz nada de bicicletas dobráveis. Lá aluguei um filme e vim embora.
(Este texto continua no post a seguir!)

PDI making it’s way in

Há dias entornei café na camisola. Ontem deixei cair batatas fritas com ketchup e sujei a camisola e as calças. À noite o carro tinha descarregado a bateria porque deixei as luzes acesas durante o dia… OK, o sinal sonoro pifou, mas mesmo assim, não consigo evitar sentir que estou loosing my touch. Estou a ficar desastrada e distraída, all of a sudden?

Pensei que a PDI (aka Puta Da Idade) chegasse mais tarde, bolas…

My life without me

Tenho andado tão ocupada que nem reparo que a minha vida anda um bocado insípida. Não tenho ido ao cinema, nem alugado filmes, nem ido a exposições, nem tenho feito passeios a pé ou de bicicleta (fora o último fim-de-semana!), a centros comerciais ou ao ar livre. Tenho visto muito pouca TV, quase não oiço rádio e não tenho lido praticamente nada (quer em papel quer na web) … :-( Nem tenho namorado nem estado com pessoas além das colegas (fora o aniversário da minha mana).

Estou a começar a sentir-me vazia. Tenho que acabar esta porcaria de relatório de uma vez… :-/ Uma dor de cabeça!

Estou decidida a não tentar renovar a Bolsa aqui no lab. Isto é um atraso de vida e assim continuará igual ou pior. Não quero sacrificar a minha saúde mental e emocional por tão pouco. Se é para arriscar que seja agora, enquanto sou nova, sem casa nem prestações para pagar, sem pets nem putos pra criar. Ai… e eu que sou tão avessa a arriscar seja no que for! Mas acho que vou mesmo aproveitar para me dedicar a 100 % à CaP e dar-lhe uma base sólida e um empurrão valente logo no princípio do ano. Se é pra passar fome ao menos que seja fazendo algo de que se gosta mesmo. ;oP Depois logo vejo o que faço, se continuo só na CaP ou se tento arranjar outra coisa (Bolsa ou whatever). Vamos ver no que isto dá… Espero não chegar a ter que ir à sopa dos pobres, though. :-P

Cycling Friendly

Cycling Friendly: lin-do. Tem legendas em português brasileiro. [via viver na alta de lisboa] Vale a pena ver, faz-nos sentir vontade de chorar por vivermos noutro planeta… Ao reunir exemplos de países ricos e de países pobres passa-nos um brutal atestado de estupidez. Não é uma questão de dinheiro, nem de “cultura”, é uma questão de inteligência. Queria ter uma profissão que me permitisse trabalhar em casa sempre que quisesse só para não ter que sair à rua todos os dias e deparar-me com estes cenários degradantes e degradadores…

Se pudesse dedicava-me a uma organização de advocacy para fazer marketing e lobbying cultural, político e comercial para novos paradigmas no desenho e gestão dos espaços urbanos (e não só), na construção civil (mais ambiental e economicamente sustentável), e na mobilidade (mais saudável, mais eco-lógica, mais amiga das pessoas, das carteiras e do ambiente).

A chatice é que uma pessoa tem que trabalhar pra viver. Mas depois encontramos problemas que sentimos que temos que resolver porque aquilo nos afecta muito a nós ou aos outros. Mas esses problemas deviam ser evitados ou resolvidos pelas pessoas que a sociedade elege para tratar dos bens e serviços comuns. Mas essa gente farta-se de fazer asneiras, opta por “soluções” que não o são, na verdade. E ainda por cima são coisas que facilmente podemos ver como foram resolvidas noutros lugares antes, e aprender com isso. Cá ninguém sabe nada, ninguém aprende nada. Quer dizer, só nas conferências é que aparecem todos como uns senhores doutores muito cultos e viajados. Mas na prática é este atraso de vida generalizado que se vê e que se sente diariamente.

Bolas, eu não devia sentir necessidade de combater o meu próprio Governo. Eu não devia sentir necessidade de fazer o trabalho deles, ou tentar que eles façam melhor (or just do) o seu trabalho! Mas que merda, pá… Estou farta disto tudo. :-( Portugal é uma merda. É isso que sinto no dia-a-dia. Ok, às vezes recebo uns mails com uns slideshows muito giros a dizer que nós inventámos a Via Verde e mais não sei o quê. Isso é óptimo. Mas o que me interessa é que eu todos os dias tenho que passar por sítios horríveis, desumanizantes, que sufoco com o fumo, o barulho e o stress dos automóveis e camiões que circulam por todo o lado a abrir, e usurpam todos os mm2 de espaço público e privado disponíveis. Pior, que a merda das ruas, estradas, casas e tudo o mais é feito de forma que eu sinto que muitas vezes não tenho grandes alternativas a também usar a porcaria do carro. As pessoas querem livrar-se dos carros e não podem. Não têm condições para o fazer. Não têm condições para circular na rua. É uma tristeza. Mais, é um crime. E os responsáveis andam praí livres, a gastar o nosso dinheiro em merdas para português ver.

Sim, sim, não estamos em guerra e ainda podemos andar na rua sem corrermos riscos sérios de sermos alvejados ou sequestrados. Mas levamos uma vida pior quando temos as condições para levar uma vida tão melhor! É isto que me frustra acima de tudo. Quando algo não pode ser melhor porque falta qualquer coisa (dinheiro, condições físicas, conhecimento, etc) ainda vá. Agora se temos as condições, temos o dinheiro, o conhecimento está aí por todo o lado, mais não seja online! E porque é que insistimos em fazer coisas que se provaram erradas noutros locais há 30 anos?! Se isto não é de uma estupidez atávica e CRIMINOSA, não sei o que é…

Portugal tem muitas coisas boas, coisas bonitas, coisas inteligentes. Mas são a excepção e não a regra. A regra é a mediocridade. Porquê?

Às vezes penso que não seria assim tão louco direccionar-me para uma ocupação profissional tipo jornalista / fotógrafa / activista / empreendedora freelancer. Adoro escrever e adoro documentar coisas e adoro apontar o que está mal e dizer como e porquê. Mas depois penso que isso não me deve pôr pão na mesa. E lá voltamos nós à mediocridade do deixa-me-ficar-aqui-que-ao-menos-isto-já-conheço-e-pronto, deixem-me-no-meu-canto-que-eu-também-não-vos-chateio. Do you know what i mean?

Devia haver um euromilhões que desse jackpots de talento, coragem, inteligência, energia. Acho que jogaria mais vezes.

O 3º Festival Bike Portugal 2006…

Foi uma grande decepção (ver info aqui). Não fomos às outras edições, mas mesmo assim esperávamos algo melhor, bolas…

Começou logo pelo facto de a saída para o CNEMA indicada na estrada ir dar a uma estrada cortada!(?!). Voltámos para trás e lá descobrimos aquilo. As bilheteiras eram num sítio completamente oposto ao indicado por uma enorme “tabuleta” à entrada…

Contrataram umas gajas para estar à entrada, parece que apenas para ajudar as pessoas a passarem nas “cancelas”. Mas quando perguntei a uma onde era o “workshop de mecânica básica de bicicletas” ela não sabia do que eu estava a falar e muito menos me soube indicar onde iria decorrer (eram 19h30 e o workshop deveria começar às 20h) (?!).

Local dos workshops

Entretanto fomos ver se encontrávamos info no placard com o mapa da exposição. Os workshops eram num canto de um dos dois pavilhões da feira. Lá fomos, ainda estava a docorrer o workshop de GPS. Démos umas voltas e voltámos lá uma data de vezes depois das 20h. Mas o homem do GPS não se calava… e não víamos ali mais ninguém, nem havia referência ao workshop nos papéis afixados na parede (que anunciavam 3 workshops).

Entretanto encontrámos o Ricardo Figueiredo (e a Catarina Canha) e ficámos a saber que ele também não sabia o que fazer porque o workshop era suposto ser ali e começar às 20h. Mas o da ciclonatur nunca mais acabava nem havia ali ninguém da organização a impôr… organização. Enfim, lá começou o workshop às 21h40 (só 1h40 de atraso). Foi interessante, aprendi cenas fixes. :-)

Workshop de A tirar notas do workshop

O chão dos pavilhões estava cheio de fios sobressaídos por baixo da alcatifa e fartei-me de tropeçar. :-( De vez em quando havia também umas partes que pareciam buracos. Muito lame.

As casas de banho estão a precisar de uma renovaçãozita…

A organização foi uma lástima. Pessoas a vir de longe de propósito para o tal workshop e ninguém está a tomar conta das coisas?! A escolha do sítio para o workshop também não abona muito, o Ricardo teve que estar a gritar durante uns 75 minutos porque aquilo não era numa sala separada, era num canto do pavilhão, com música de fundo num volume elevado, e o microfone que havia não era adequado ao que ele ia fazer… E claro que às vezes não ouvíamos tudo o que ele dizia.

A feira viu-se em menos de 1h… Era um bocado (grande) fraca…

A falta de gente pode ser por ser o primeiro dia, talvez hoje e amanhã tenha maior afluência, mas havia pouca coisa para ver. Nomeadamente o que mais confusão me fez foi ver que lojas e/ou empresas que também vendem bicicletas mais commuter oriented como a Sirla, não tinham essas expostas… Passámos pelo stand da FPCUB mas não estava lá ninguém. Queríamos aproveitar para fazer umas perguntas, terá que ficar para outra oportunidade. (Finalmente) mandei as nossas inscrições há duas semanas, com o folheto que trouxe da Lisboa Bike Tour. Isto é triste, mas esperei tanto tempo pelo simples facto de que não podia pagar a inscrição por transferência bancária por ter a conta a zeros porque “limpei-a” toda quando criei a empresa. :-P Uma empresária pobre, lol. No stand de uma empresa estávamos a ver com atenção umas bicicletas, e a dada altura uma rapariga que lá estava deu-nos uma caneta e disse-nos para irmos ao site (indicado na caneta) para se quiséssemos ver mais informações acerca dos produtos deles. WTF? Então deixem ver se eu percebo. Contratam um hospedeira, uma gaja linda, com ar de modelo, sorridente, e põem-na lá. E para quê, para ela nos dar o nome do site onde podemos ver mais info?! Que tal porem lá alguém que soubesse o que está a vender? Que mania dos enfeites (como a miúda da entrada!). Tsc tsc…

Não sei se o passeio nocturno previsto foi realizado porque estava a chover. Que raio de ideia, organizar isto em Novembro! Quando pensei nisso, talvez seja porque se fizessem isto antes não conseguiam chamar cá ninguém porque até Setembro é a época das feiras desta indústria e ninguém vinha para Portugal, vão prás IFMAs, Eurobikes, Interbikes, etc.

Para quando uma feira a sério disto em PT? Bem organizada e num sítio como deve ser, como a FIL, e com bom tempo. E com dimensão e scope. Eu ofereço-me para organizar! :-)

Agora que vi a coisa, não sei como é possível escreverem coisas assim:

«Segundo Gonçalo Amorim, o festival tem tido uma “ascensão excepcional”, dado que se realiza apenas há três anos. Nesta edição, participam 80 expositores, muitos deles internacionais. A aposta é, dentro de um a dois anos, transformar o Bike Portugal numa das maiores iniciativas do género da Europa.»

80 expositores? Maiores iniciativas do género na Europa? Um a dois anos? lololol

O que o pessoal da CARRIS, SCTP, etc, desconhece

Suportes para bicicletas nos autocarros:

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Espaço para bicicletas dentro de autocarros:

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Suportes para bicicletas nos comboios/eléctricos:

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E as Câmaras Municipais desconhecem ainda o conceito de rampas para bicicletas nas escadarias:

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Mais imagens de bus bike racks aqui.

Voilà

Como podem ver no “text widget” aqui ao lado, i’ve spilled the beans. :-P Finalmente acabámos o site da loja. Uf! É uma versão inicial muito simples enquanto vamos desenvolvendo o site mais definitivo, com e-commerce para facilitar tudo. Quando as pessoas vêem a Genius querem logo saber onde a encontrar e por isso estava a tornar-se insustentável não ter um sítio com a informação toda.

A comunidade Open Source merece a nossa gratidão. Graças a ela temos um site a funcionar a custo quase zero. O Joomla rules! E até já há uma versão com o módulo de e-commerce integrado (que é o que vamos usar). Fora o custo do hosting e do domínio (e de 25 € mal gastos para ter acesso a um repositório de templates…) poupámos uns trocos usando a prata da casa. ;-) Ia dizer que quando tivermos mais cashflow poderemos investir num webdesigner profissional, mas acho que se tiver tempo para aprender prefiro gastar o dinheiro num curso para mim e ser eu a fazer o site. Curto bué disto! :-D

Espreitem e digam o que vos passa pela cabeça. ;oP

Evolution perpetuates stupidity too?

Via Boing Boing:

«David Byrne posted a thought-provoking rumination on the evolutionary basis for religion and other forms of self-delusion — it may help us live longer if we can fool ourselves into thinking that life has a point:

The truth may set you free, but you might not be as carefree and happy. It will eat away at you — what hurts you does not necessarily make you stronger. I would maintain that a healthy (i.e. substantial) amount of denial is therefore genetically heritable, that it allows us to blithely go on (despite reading Beckett) and to ignore the basic sadness and desperation of life. We can live in an illusion — in fact we are genetically predisposed to do so. These illusions can be small — I am just as good at catching game as Bob, my rival, for example — or they can be very large — that death is not the end and that I will be rewarded for my faith and Bob, the apostate, will rot in Hell.

Either way, they allow me to go on, to persevere in the face of unlikely odds or limited chance of success. We have evolved to be less rational that one might think, and to be slightly more delusional and even stupid.»

Outro site que gosto de ler de vez em quando é o Religious Freaks. Acabei de ler esta notícia sobre o hijab… Estamos lixados com isto. Já não se pode dizer nada politicamente incorrecto que vamos logo prá prisão…