Archive for October, 2006
Porque é que a mulher de um presidente da república é automaticamente nomeada “primeira-dama”, passando a fazer parte do Governo, dando a cara, ocupando-se de campanhas e obras humanitárias e de beneficiência? O povo elege o marido, não a mulher. E ela não tem profissão e vida própria? Porque tem que passar a desempenhar aquele papel? Será que nos (poucos) países com mulheres à frente da nação os maridos passam a acompanhá-la nos eventos de Estado? Passam a fazer de Lady Di versão masculina?
Há o ‘esposo’ e ‘esposa’ e depois há o ‘marido’ e ‘mulher’. A primeira designação parece muito pomposa. Geralmente usa-se a segunda. Mas eu acho-a um bocado “degradante” para a mulher. Não há um equivalente feminino de ‘marido’? Só as classes sociais mais baixas (e rurais?) costumam referir-se ao marido como “o meu homem”, ou “o teu homem”. ‘Marido’ soa mais a uma categoria de status. ‘Mulher’ é só a designação de alguém do sexo feminino. Em inglês há o ‘husband’ e ‘wife’, não é ‘husband’ e ‘woman’. Cá é como se houvesse o homem, e depois ele tem uma série de acessórios: a casa, o emprego, o carro, o cão, o gato, e a mulher. Tem “uma mulher”. Como quem tinha um escravo, ou como quem tem qualquer outro “objecto”. Are you following me on this? Mais uma razão para não me casar e poder referir-me ao Bruno como o meu namorado até já não ter dentes nem me lembrar que ele se chama Bruno.
Além disso, tem uma sonoridade muito mais doce que qualquer outra que se use vulgarmente (marido, namorado, companheiro, parceiro, esposo,…), porque tem lá metido no meio a palavra ‘amor’.
Estou farta farta de ver anúncios a detergentes em que só aparecem mulheres, e que passam esta imagem estúpida de que só as mulheres lidam com roupa suja, só elas tomam decisões sobre detergentes, e como se a escolha de um detergente fosse uma questão fulcral na vida daquelas mulheres. Nota-se pelo ar de especialista que apresentam. Não há homens a viver sozinhos? Os homens não lavam roupa? Os homens não vivem na mesma casa e não fazem compras com as suas mulheres? Se as relações de poder de educação e de rendimento já estão alteradas porque se continua a publicitar os produtos baratos e de âmbito doméstico para um target group exclusivamente feminino e os produtos de luxo, lazer e status, para o masculino? Às vezes apetece-me vomitar nos intervalos publicitários televisivos… E os anúncios a telemóveis e a cenas tipo o GE Money? Over and over and over again! Repetem os mesmos anúncios 500 vezes num único ‘intervalo’. Não basta a monstruosa carga publicitária na televisão (e a começar no cinema!) ainda por cima são sempre os mesmos, apelando essencialmente ao sexismo e ao consumo inconsequente. A repetição deve ser pelo “água mole em pedra dura,…”….
Porque surgiu esta clivagem de designações estúpida na questão do aborto? “Pro-choice” e “pro-life”. Os pró-escolha também são pró-vida! Duh! Ou a maneira como os jornais falam do aborto cá em Portugal, qualquer coisa blá blá, “em defesa do aborto”. Dumb fucks! Ninguém ‘defende’ o aborto. Ninguém gosta da ideia de aborto, muito menos de ter que fazer um. O que se defende é o direito a optar por fazer um. É completamente diferente! Este tipo de escolha de palavras faz parecer que quem defende o direito à escolha gosta de sangue, morte, dor, e quer ver a humanidade extinguir-se porque não ser pró-vida significa ser pró-morte ou pró-não-ter-filhos-at-all.
A polémica não é “pessoas contra o aborto” vs. “pessoas a favor do aborto”, porque não há ninguém que seja a favor do aborto. O mesmo acontece com a eutanásia ou com a morte assistida ou com a morte por suspensão de tratamento médico. A questão é quem acha que em última instância cada indivíduo é responsável por si próprio e tem direito a si próprio. Ter direito a si próprio significa ninguém poder overrule as suas decisões que afectam exclusivamente a sua vida e o seu corpo. Significa ninguém me poder obrigar a morrer se eu não quiser, nem obrigar-me a viver se eu não quiser. Significa não poderem negar-me tratamentos médicos se eu tiver direito a eles, nem imporem-me terapias, tratamentos, medicamentos, transplantes ou transfusões contra a minha vontade. Isto deverá excluir crianças, pelo menos sempre que as decisões provenham de crenças e imposições dos pais (recusa dos Jeovás de permitirem transfusões sanguíneas aos filhos, preferindo deixá-los morrer, por exemplo). Significa também eu poder escolher como me sustento, para quem trabalho, e a fazer o quê = ter direito a não ser escravizada e usurpada da minha livre-vontade e arbítrio.
Também não percebo porque é que o Governo pergunta a opinião ao povo nalgumas questões mas noutras não. Não tenho voto na matéria quando se trata da minha reforma, mas tenho voto na matéria na reprodução dos outros…
Eu sou fervorosamente pela defesa do direito a si próprio. Mas não sei se seria capaz de abortar uma gravidez. Nem sei se teria força para deixar morrer alguém que amo. Mas não acho sequer remotamente justo alguém ir para a prisão ou ser socialmente ostracizado por exercer o seu direito à escolha e a viver a vida (ou deixá-la cessar) como entender melhor .
Estes idiotas que ocupam a vida a meter-se na vida dos outros e a tentar impôr-lhes as suas opiniões, preferências e comportamentos should get a fucking life! E o mais inacreditável disto é que eles são muitas vezes os primeiros a fazer o contrário daquilo que andam a pregar (afinal descobre-se que são gays, ou adúlteros, ou criminosos, ou viciados em pr0n, ou child molesters, ou alcóolicos, ou junkies, you name it).
Realmente, se há coisa que não suporto is nosy dumb people.
P.S.: De uma vez por todas, reivindicar o direito ao espaço público livre de fumo do tabaco NÃO é metermo-nos na vida dos outros (nomeadamente dos fumadores), nem impôr-lhes comportamentos. Isso aconteceria se se proibisse o consumo de tabaco nos espaços privados, se se proibisse o consumo de tabaco como se faz com outro tipo de drogas. O que se faz é impedi-los a eles de impôr o seu fumo aos outros.
Esperamos receber a qualquer momento as nossas brand new folding bikes. Já as encomendámos e já fizémos a transferência bancária. Resta esperar. Démos uma voltinha numa na Eurobike mas nada como poder mexer à vontade e fazer a devida rodagem para podermos avaliar o produto e habituarmo-nos ao novo conceito. Estamos em pulgas! A ideia é passar a andar mais de transportes públicos do que de carro, e usar a bicicleta como mais um elo na multimodalidade. O meu cartão Lisboa Viva ainda é válido (na altura em que deixei os transportes públicos pelo carro, há alguns anos, não o deitei fora, claro), e o Bruno já entregou o impresso para pedir um para ele. Não sei se demora muito.
Se isto funcionar como espero vai ser muito fixe. Vou ter a liberdade para andar em todos os meios de transporte possíveis: autocarro, comboio, metro, barco, automóvel particular, a pé e de bicicleta (favorito!). Devia haver um passe universal, high-tech e dinâmico, onde se incluissem automóveis e motas em sistema de carsharing e carpooling, e serviço de táxis, bem como parques de estacionamento, portagens e combustível para o carro particular. Vou aproveitar o tempo de commuting para ouvir música, rádio e podcasts (excelente invenção!). Também quero ver se consigo ir lendo alguma coisa, embora os autocarros não se prestem muito a isso por causa das acelerações e travagens, solavancos e abanões. O comboio também não é muito friendly, ao contrário da imagem que me ficou. No outro dia fomos passear para Cascais e levámos as bicicletas no comboio (ao fim-de-semana na CP é gratuito). É barulhento e abana demasiado. Nada a ver com os comboios em que andámos na Alemanha e na Suiça, absolutamente silenciosos e suaves. O desenho das carruagens torna o transporte de bicicletas totalmente unpractical. Ficam sempre no caminho de alguma coisa e é difícil arrumá-las.
E isto foi numa situação de muito pouco movimento e poucos passageiros… Era melhor um esquema como este, na linha Friedrichshafen-Lindau, Alemanha:
Para commuting nos nossos comboios só bicicletas dobráveis, as outras nem pensar. O principal desincentivo aos transportes públicos, para mim, é a sujidade dos veículos (tudo castanho, gordura nos vidros e nos pilares de apoio) e estações apeadeiras (lixo, tags), alguma degradação de equipamento, gente a mais em algumas horas e carreiras a menos noutras, incumprimento dos horários e impossibilidade de saber em tempo real quando teremos transporte, desrespeito dos automobilistas pelas faixas bus e pelos carris, ser difícil transportar bagagem mais volumosa de uma forma simples e confortável para todos, pouco equipamento para as pessoas se sentarem enquanto esperam… A poluição, o barulho do motor e dos travões e a má suspensão dos autocarros também é um ponto extremamente negativo. Uma cena que curti nos eléctricos modernos quando andei num há uns anos foi a ausência do efeito de travagem que se verifica nos autocarros.
Algumas destas questões têm recebido alguma atenção e melhoramento nalgumas operadoras. Mas ainda há muito por fazer… Os sítios por onde passamos também conta porque há zonas mais lotadas, ou mais perigosas, ou pior servidas do que outras.
Não sei se estarei melhor servida andando de transportes públicos agora do que há 3 ou 4 anos atrás quando os abandonei. Não sei se andar na rua fora do carro é mais ou menos perigoso ou igual a antes. Não sei como variou a oferta, os serviços e os tarifários. Vou descobrir.
A diferença é que agora não vou ter que andar carregada com livros, dossiers, mochila, comprei o ZEN por isso posso distrair-me mais e com a invenção e maior oferta de podcasts posso aproveitar o tempo para ‘ver’ coisas que geralmente veria em casa, à noite, tenho carta e tenho carro próprio on demand (bom, em breve a partilhar com a minha irmã) para quando for preciso ou mais conveniente, e tenho bicicleta para tornar as ligações entre transportes ou os percursos a pé mais rápidos e mais agradáveis. Ah, e tenho uma câmara digital sempre comigo para me distrair a fotografar tudo o que me apetecer, eheheh.
Vamos ver quando consigo iniciar esta nova fase e como me adaptarei… Espero que valha a pena porque estou farta de 1) conduzir nestas estradas, com estas pessoas e com este trânsito, 2) gastar cerca de ~160 € x 12 = ~2000 € por ano no automóvel, 3) ter que levá-lo às IPO, às revisões, à oficina, a lavar, a pôr gasóleo…, 4) sentir-me presa dentro de uma caixa de metal, 5) não me mexer, 6) não ter tempo para pensar na vida, ler um livro ou ouvir música, 7) não ter contacto com o mundo lá fora, ver as lojas, ouvir as pessoas.
Se eu gastar até 80 € mensalmente em transportes (passe social, táxi, whatever) poupo 1000 € anualmente. Mesmo sem contabilizar o facto de não poluirmos a montante, a jusante e durante a vida útil do automóvel, já é uma grande poupança! Dá para ir de férias, ou comprar uma bicicleta fixe todos os anos!
Claro que neste caso eu mantenho o carro, o que significa que há despesas fixas que não desaparecem (seguro, imposto municipal, IPO), mas suponho que aumente o intervalo entre revisões e diminua as idas à oficina. A poupança será nas portagens, lavagens, parquímetros e combustível. O facto de passar a fazer carsharing com a minha irmã também rentabiliza as despesas fixas.
Há alguns meses registei um domínio online para alojar um site que reunisse info sobre mobilidade, para informar e incentivar as pessoas a diversificarem os seus meios de transporte, mas ainda não consegui pegar naquilo. Nem sei quando terei tempo. Agora a prioridade é o relatório, a par da bolsa de investigação, e da empresa. Espero a partir de Fevereiro poder dedicar-me só ao .org e ao .com.
A propósito, a bicicleta que estamos à espera de receber é uma que encontrei há uns bons meses atrás em deambulações pela web com vista ao tal site. Na altura nem podia desconfiar que alguma vez veria ao vivo aquele gadget e que ele seria o ponto de partida para uma mudança de rumo na minha vida. Just how big the change only time will tell. Esta bicicleta tem um significado especial por várias razões. Mais tarde desenvolvo.
É verdade, há dias experimentámos dar umas voltinhas numa Strida, na Sport Zone do Chiado. Ficámos um bocado decepcionados. É leve e fácil de “compactar”, mas achámo-la extremamente difícil de manejar, o guiador comunica com a roda da frente de uma forma demasiado directa, então qualquer oscilação no guiador faz a roda oscilar também e torna-se difícil manter o equilíbrio. Fez-nos lembrar a recumbent que o Frederico levou na Massa Crítica de Junho.
Pareceu-nos também que o banco é pouco prático de subir e descer (só com ferramentas), e a bicicleta não tem nenhum kickstand. A grande vantagem é mesmo ser leve (cerca de 10 kg) e a no-maintenance chain. Gostávamos de ter oportunidade de a experimentar noutro local mais adequado e durante mais tempo para nos podermos habituar a ela e ver se o treino consegue tornar a condução mais estável. Quanto à relação preço-valor, talvez seja pouco vantajosa. A única maneira de a comprar cá é na Sport Zone (representante exclusivo da Strida em Portugal, parece) onde se vende a 429 €, visto que o fabricante não vende online para fora da Grã-Bretanha (ou tentar os outros sites se soubermos a língua ;-)). Na web, nomeadamente no Flickr, encontram-se imensas fotos de Stridas de várias cores. ![]()
- Light-weight long-lasting-battery laptop with ubuntu & wireless
- Folding bicycle
- Digital music player with radio + headphones
- Moleskine + pencil
- Mobile phone
- Digital camera
- Pocket book for the road
Did i miss anything?
I wonder how much money and how much weight on your back can this mean… Perhaps ~2500 € and 5 kg (the bike rolls on, you don’t really carry it)?
Acho que vi isto no fórum D-Eficiente mas não tenho certeza. Achei muito fixe a ideia do spot. ![]()
Notícia no Correio da Manhã:
«Se um destes dias estiver em Santarém e encontrar o presidente da Câmara Municipal a andar de bicicleta no meio do trânsito, não se admire. Francisco Moita Flores vai a caminho do seu gabinete nos Paços do Concelho ou dirige-se sem pressas para uma cerimónia pública.»
(…)
«Diminuir o trânsito nas zonas nobres de Santarém é precisamente um dos objectivos do autarca e do projecto ontem apresentado nas Portas do Sol. “Vamos requalificar os espaços verdes e alterar por completo a mobilidade”, afirma, prometendo a criação de percursos pedonais e ciclovias. Pretende com isso facilitar a vivência dos espaços públicos pelos cidadãos.»
(…)
«No próximo mês, a autarquia vai colocar 60 bicicletas no Largo do Seminário para utilização gratuita pelo público, à semelhança do que sucede em Aveiro. A número 18, no entanto, está reservada – é a de Moita Flores. “Permite-me aceder a territórios onde os carros não entram e na qualidade de presidente de Câmara fiscalizar o que está mal e o que está bem”, comenta, bem-disposto. Os munícipes já se habituaram à proximidade de o ver a pedalar na rua e aproveitam para comentar a política do executivo municipal. A cordialidade impera sempre.»
Até agora este é o segundo autarca que defende o uso da bicicleta pelo exemplo. O primeiro foi o Macário Correia, de Faro Tavira.
Ontem encontrei um colega do Secundário à porta da BMO, para onde ia trabalhar umas duas horitas. Não o via há imenso tempo, talvez já anos. Ficámos a falar em frente à biblioteca durante cerca de uma hora (!). Estivémos a conversar sobre os nossos cursos, os problemas, as frustrações, os percalços. Ele está no 5º ano, e ainda lhe falta mais um para acabar Medicina Dentária. Mais um no clube dos farto-de-andar-nisto-já-devia-estar-a-trabalhar-e-a-fazer-algo-de-útil. É um rapaz porreiro e dos colegas que melhores emocional fingerprints me deixaram. Pena que não mantenhamos contacto, ainda mais quando ele vive tão perto de mim.
Também ele diz que o pessoal anda todo à nora nos cursos. A arrastarem-se, a descobrirem a meio que aquilo não é pra eles, a stressarem com as escolas, as reformulações, as Bolonhas marteladas.
Veio reforçar a minha ideia anterior de que um dos nosso grandes problemas é a falta de acerto entre vocação de gosto, vocação de talento e curso/profissão. As pessoas escolhem os cursos à toa, não sabem o que as espera nos cursos, nem no dia-a-dia da profissão que escolheram, nem no mercado de trabalho. Escolhemos áreas de estudo (espartilhadas) muito cedo sem termos experiência de nada. Não fazemos mais nada que não seja ir à escola e ler os livros e quando temos o primeiro contacto com a realidade profissional mais à séria apanhamos um choque. “Afinal não gosto disto, ou não consigo fazer isto.” Isto é terrível para todos. Para as pessoas que andam à deriva e para o país que perde dinheiro e produtividade. Certificarmo-nos de que a maioria das pessoas está a estudar aquilo que melhor se adequa às suas capacidades, gostos e objectivos deveria ser um vector essencial nas reformas do ensino.
Maior flexibilidade nas disciplinas disponíveis no Secundário e na Universidade, maior incentivo às actividades extra-curriculares que permitam ver de perto realidades extra-escola (voluntariado, viagens, trabalho em part-time, cursos de formação, etc), permitir parar um ano entre o Secundário e a faculdade para experimentar e pensar,…
As pessoas pensam no curso a tirar baseando-se em factores irrelevantes para o resto da vida pós-curso. A faculdade não é um fim em si mesma mas um meio para alcançar determinado objectivo. Devíamos pensar primeiro “o que é que eu quero fazer no resto da minha vida?”. “Onde é que eu quero trabalhar (ao ar livre, num escritório,…), em que condições (patrão ou empregado, tipo de organização – hierárquica ou horizontal,…), o que me motiva, o que é mais importante para mim”? “O que quero fazer todos os dias do resto da minha vida?”
Depois disto tentar saber que profissões nos permitem tudo isto, e daí que formação preciso de obter para tal. Preciso de um curso superior ou não? Qual o grau de que necessito: bacharelato, licenciatura, mestrado, doutoramento? Que curso se adapta melhor àquilo que procuro?
A ideia que tenho é que fazemos tudo ao contrário. Escolhemos o curso e depois logo vemos o que fazemos depois. O alvo é o curso, e a faculdade. E assim se adiam as decisões, a responsabilidade, a vida. E talvez isso ajude a explicar as taxas de abandono escolar, de insucesso escolar, e de “arrastamento escolar”.
Eu fui para um curso científico porque gosto de saber o porquê das coisas. Gosto de ver documentários e perceber porque é que as pessoas ficam doentes, porque é que se curam, porque nos apaixonamos, porque é que ocorrem tremores de terra. Gosto de ler coisas que me expliquem como funciona o nosso cérebro, ou o que causa os relâmpagos e os arco-íris. Mas isto não significa que eu goste de fazer aquilo que fazem as pessoas que descobriram todas estas coisas. Na altura em que fiz as minhas escolhas não tinha experiência nem conhecimento para discernir entre estes dois conceitos.
Às vezes sinto que andamos todos meio à deriva.
Há festa no Bairro social aqui ao lado. Esta foi a segunda noite de barulheira. Eram 03:45 e ainda se ouvia a música em altos berros. Acordei de manhã antes das 11:00 e ainda ouvia a música! Pelos vistos foi uma directa. Que ingenuidade a minha, eu pensava que havia qualquer coisa na Lei do Ruído que limitasse as horas e a intensidade do ruído que se pode fazer. Felizmente que tenho vidros duplos nas janelas. Pobres coitados dos que vivem ainda mais perto do Bairro, ou mesmo os que vivem no Bairro e precisam de dormir!…
Espero que a festa tenha acabado ontem porque amanhã trabalha-se!
Houve uma promoção de lançamento da MOO em que ofereciam 10 calling cards aos primeiros 10 000 Flickr Pro users que aderissem. Eu aproveitei!
Estão giros, e adorei a ideia e o serviço. Podemos usar qualquer imagem da nossa conta no Flickr e no verso temos algumas linhas de texto para escrevermos o que quisermos. Podemos ainda incluir o nosso buddy icon. A ideia é usar aquilo como “cartões de visita” de comunicação. Isto é, colocar lá os nossos endereços web (blog, site, fotolog, whatever), ou demais contactos. Eu curti bué aquilo!
Muito mais giro que os tradicionais cartões de visita. E podemos pedir 100 todos diferentes! Acho que fica até mais barato que os outros cartões, cerca de 20 € + cerca de 5 € para shipping. Também gostei da caixinha, funciona.
Eu já sou fã e vou mandar fazer mais! A única coisa a resolver é um bug com o character encoding deles, que me pôs uma palavra com “ão” estragada…
O pessoal depois põe a criatividade a funcionar… ![]()
A minha casa fica muito perto de um cruzamento “lixado”. Lixado porque o pessoal passa a abrir e não pára para dar prioridade (uma vez que nem abrandam para ver se vem lá alguém). Tem havido alguns acidentes mas nada de grave. Aceleras e carros roubados abandonados à nossa porta é o habitual.
Ontem um imbecil qualquer cilindrou a paragem de autocarros ali ao pé. Espero que tenham seguido directamente para a prisão! Imaginem que alguém estava na paragem!
Finalmente chegou a Issue 22!
Fiz a subscrição há umas semanas atrás e pedi a n.º 22 e a n.º 23 (que saiu agora nas bancas). A 22 nunca chegou. Falei com o Peter Eland e expliquei a situação. Entretanto já tinha recebido a 23 mas ele voltou a enviar-me a 22 juntamente com outra cópia da 23. Foi simpático.
O serviço dos Correios a minha casa anda um bocado mau. Atrasos e extravios, deixam-me um bocado apreensiva, sabe-se lá as coisas que nunca chegam cá… É para ir na onda do serviço nas Estações às vezes. Onde se tem que estar na fila para comprar um selo, enquanto outros pagam contas, compram livros e coisas do Benfica, escolhem telemóveis e mais o diabo-a-quatro.
Enfim, mas o que interessa é que chegaram as revistas, one way or the other. Curto bué a Velovision, é bastante informativa e tem cenas out of this world. Muuuuuito fixe!
Estou a pensar encomendar o calendário deles - Cycle and Recycle, que tem a particularidade de ser reusável alguns anos depois.
Quando tiver maior cash flow gostaria de pedir as edições anteriores da revista. Como disse, adorei aquilo. ![]()
Há uns tempos avariou-se e foi para Espanha para arranjar. Voltou com a bateria estragada. Desde essa altura e dado o serviço na loja da Airis onde o comprei e o facto de a bateria ter voltado assim, o tampo do ecrã riscado e a nítida sensação de que desde então ele aquece mais (e faz imenso barulho nonstop), perdi o entusiamo que tinha acerca da Airis (e da loja)…
Hoje o Bruno sugeriu tirar a bateria (já que não funciona) e assim sempre fica a bagagem um pouco mais leve.
De notar o pormenor do autocolante do UBUNTU.
Há dias deixei uma caixa de CDs na FCUL, a par de autocolantes (uma novidade que veio com a última caixa que recebi). Aproveitei e colei um no meu portátil nessa altura.
É sempre estranho ver as entranhas de um computador. É como assistir a uma cirurgia ao cérebro. ![]()
«O Orçamento de Estado 2007 prevê a redução de 6,2% das verbas a distribuir pelos estabelecimentos de ensino superior. Os que apresentam melhor desempenho vão ser os mais penalizados. Quanto ao Ministério da tutela, advoga que é um sacrifício necessário para garantir a sobrevivência das instituições com piores indicadores.»
[via Mundo Universitário]
Claro, faz todo o sentido. Lixar os bons para salvar o coiro aos maus…





















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