Archive for June, 2006

Velhice precoce

Aqui estou eu, na Biblioteca de Química da FCUL, a tentar estudar para aquele malfadado exame de Química-Física 2. Sinto-me impotente. Sinto-me burra, lenta. Andei a queimar os meus neurónios nestes últimos 7 anos da minha vida à custa de muito marranço, demasiado trabalho e pouco lazer, muita pressão e imenso stress psicológico e emocional. Sabiam que o stress mata-nos o sistema imunitário e faz-nos buracos no cérebro? O stress é a pior doença possível, porque não se vê mas mata-nos devagarinho, e eu já nasci com ela. Pode parecer brincadeira ou exagero, mas eu sinto real e objectivamente cada vez mais a degradação das minhas capacidades intelectuais. A memória, a agilidade mental, a concentração e a perseverança, que me permitiram ser sempre a melhor aluna até ao fim do Secundário, sem nenhum esforço especial, e que me permitiam gostar de aprender coisas sozinha, têm vindo a sofrer uma downfall acentuada. E não há nada que eu possa fazer. Muitas pessoas acreditam que nós não somos o nosso corpo, que a nossa identidade, o nosso "eu" é algo imutável e independente da "matéria corpórea". Eu sei que eu sou o meu corpo. O que eu sou está no meu cérebro e é dele um produto. Por isso, constatar que a minha personalidade está a mudar devido a alterações nas minhas capacidades intelectuais, é algo assustador… Pensei que isto só fosse acontecer daqui a mais umas décadas… :-(
Será que isto é normal e toda a gente sente o mesmo ou será que é só comigo? E se for sinal de algum problema, será só consequência daquele maldito "esgotamento em cAMP" que tive há uns 6-7 anos? Às vezes penso que devo ter alguma doença neurodegenerativa qualquer. Ler muito também dá nisto, vejo coincidências nos sintomas de uma data de doenças. :-P
Este sábado fui outra vez à terra do meu pai, o meu avô finalmente saiu do hospital onde esteve umas 3 semanas devido a uma pancreatite. No entanto o seu estado é frágil e de dependência. Ter visto o meu avô num estado tão debilitado também me assustou bastante. Um homem "rijo", que entregava e carregava sacas de ração de 50 kg há meia dúzia de anos, vê-lo agora de repente sem conseguir andar e a precisar de ajuda pra tudo é um bocado chocante… O meu avô tem Parkinson, diagnosticado há alguns anos. E pelos vistos o pai dele também teve a doença… E tem má circulação, tal como o meu pai e tal como eu. As probabilidades genéticas não jogam a meu favor…

Acho que é por esta inevitabilidade da vida que as pessoas têm filhos. Uma família grande tem capacidade de gerir melhor as suas riquezas e as suas fraquezas. Se eu não tiver filhos, quem cuidará de mim quando eu precisar? Mas depois as pessoas dizem que quem não quer ter filhos é por egoísmo. Mas o impulso de ter filhos não será em si mesmo egoísmo maior? "Ter filhos para ter alguém para cuidar de mim" não me parece propriamente um propósito altruísta. Muitas pessoas não querem ter filhos por motivos bem mais abnegados: porque não acham que seriam bons pais, ou não querem trazer crianças a um mundo como este, ou não acham que conseguiriam dar às crianças aquilo que acham que elas merecem. Ou porque estão muito envolvidos no seu trabalho, que consideram importante (em voluntariado, ou em activismo político, social, ambiental, etc), e terem filhos iria afastá-los desses projectos, o que seria uma perda para a comunidade. Quem tem filhos tem mais telhados de vidro e está sujeito a outro tipo de pressões e exigências pessoais.

Bolas, a vida é uma cena mesmo lixada.

Selk’bag

Eu quero isto! :-D Um saco cama que se veste! Eheheh! Muito fixe. And makes you look really cute, now doesn't it? ;)
Selk'bag

[Via The Cool Hunter]

Selk’bag


Monkeys

Recebi um mail com um link para este video muuuuuuuuuito fixe no YouTube. Check it out! ;-)
[entretanto encontrei um link para uma versão legendada em português do Brasil, aqui]

Monkeys 1

Monkeys 2

Monkeys 2


Monkeys 1


Convite à participação cívica

Do site da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados, em 2006/5/18: 

«A ACA-M apela à participação de todos num novo site que acaba de produzir e que se destina a:

1) promover a colaboração dos cidadãos na georeferenciação de pontos negros
2) disponibilizar as ferramentas necessárias à elaboração de requerimentos para a sua resolução

Inscreva-se em http://www.aca-m.org/pontosnegros/ e georeferencie os pontos negros que conhecer. Não se esqueça também de enviar às autoridades um requerimento pedindo a resolução do problema.

Participe e divulgue o mais amplamente possível.»

Net neutrality

O Bruno falou-me desta questão há uns dias.

Click here

Para saber do que se trata pode-se começar por ver este video, que é bastante esclarecedor, e já agora também este, e explorar um pouco este site: Save the Internet, nomeadamente as F.A.Q..

(Tentando traduzir do site) este movimento defende a liberdade na internet. ” Neutralidade da Rede” — a Primeira Emenda da Internet — assegura que o público pode ver o mais pequeno blog tão facilmente quanto o maior site empresarial ao prevenir que companhias de internet como a AT&T optimizem o campo de jogo apenas para os sites que paguem mais.

Para quem não compreende inglês, vou tentar explicar o que o primeiro video mostra.

Neste momento é o utilizador que decide quais os conteúdos que vê na internet. Eu ligo-me à net, abro o browser e vejo os sites que quiser. Isto é possível devido à neutralidade da internet, que previne que o meu ISP (por exemplo a Netcabo) me bloqueie o acesso àqueles sites.

Agora imaginemos que eu vou ao site do Google e faço uma pesquisa qualquer, mas apercebo-me que o site corre extremamente lentamente ou, pior, nem sequer carrega. Depois de muito desesperar decido ir a um outro motor de pesquisa (por exemplo o Yahoo) para encontrar aquilo que procuro. Sem a neutralidade da internet este cenário poderia tornar-se muito (demasiado) comum. O meu ISP, a companhia que opera a minha ligação física à internet pode decidir degradar a minha ligação a um site como o Google ou até bloquear-me o acesso completamente. Porque haveria o meu ISP de fazer isto? Bom, talvez eles tivessem assinado um acordo exclusivo com a empresa de um outro motor de busca. Assim, seria do interesse desse ISP dirigir a minha atenção para o site dessa outra empresa.

Outro cenário seria o de degradar o serviço numa aplicação de VoIP (Voice over IP) para algum tempo depois mudarmos para uma outra empresa, por exemplo a deles (do próprio ISP).

Se o meu ISP tiver interesses financeiros nos conteúdos de determinado site/empresa ele terá um incentivo para degradar o serviço de acesso aos conteúdos de outras empresas.

Estes cenários não só são possíveis como já ocorreram. E vão continuar a ocorrer enquanto os princípios básicos da neutralidade da internet não forem obrigatórios por lei. Infelizmente o pessoal no Congresso americano não acha a neutralidade na internet uma questão suficientemente importante para pôr na Lei.

A última notícia não foi boa:

«O voto do Congresso americano, no passado dia 8, contra uma emenda que tornaria a neutralidade da internet obrigatória é o resultado de um enxame de grupos de pressão e de uma campanha multimilionária nos media por parte de companhias telefónicas que querem que o Congresso lhes atribua o controlo da internet.

A luta agora muda-se para o Senado, onde há um apoio bi-partidário mais forte para uma lei - apresentada pelos Senadores Olympia Snowe (R-Maine) e Byron Dorgan (D-North Dakota) - que protegeria a nossa liberdade na internet da AT&T, da Verizon e da BellSouth.»

[tentativa minha de tradução do texto deles]

Passeio Lisboa BIKE Magazine

O Luís Mota enviou um mail para a mailing list da bicicletada a anunciar um evento muito fixe já para amanhã, domingo dia 11: 

Lisboa BIKE Magazine - 11 de Junho

Neste domingo prepare-se: vá até à Torre de Belém, inscreva-se na tenda BIKE Magazine (junto ao hidroavião) a partir das 8h30 para o passeio Lisboa BIKE Magazine, a nossa BIKE Parade‘06. Depois, às 09h30, acompanhados de guias, batedores da PSP e de socorristas em BTT, vamos invadir Lisboa. Os bairros alfacinhas de Alfama, Bairro Alto e Graça são obrigatórios, assim como o Castelo de S. Jorge. Relembramos que não se pode circular de bicicleta dentro do castelo, por isso temos de desmontar à entrada. O percurso, com perto de 30 km, promete deliciar aqueles que não conhecem Lisboa em bicicleta. Para todos aqueles que moram na margem Sul, a Transejo mostrou-se sensível nosso evento e autorizou o aumento da lotação de bicicletas para 10 nos catamarans da ligação Barreiro – Terreiro do Paço, no dia 11 de Junho. Acabadas as desculpas, pegue na sua bicicleta, no capacete e em alguns amigos e venha passear connosco. As inscrições são feitas no local e custam 5€ para sócios BIKE team, 8€ para os restantes. Incluem seguro de acidentes pessoais e abastecimentos. Pode aproveitar e aderir ao clube e ao seguro da FPCUB, comprar t-shirts BIKE magazine ou fazer uma assinatura da revista. Mais informações pelo 214 154 555 ou eventos@motorpress.pt.

Procurei por info na web mas não encontrei nada. Mas confio. ;-) E espero participar! É uma oportunidade rara de conhecer e circular por uma parte de Lisboa, e com escolta policial e tudo! Eheheh!

CicloProtesto

Na sequência do post de 30 de Maio, deixo aqui o link para o site onde é possível acompanhar a viagem-protesto do bolseiro de investigação científica João Freire: CicloProtesto (obrigada David ;-)).

Kit de reparação de bicicletas

Através do Boingboing encontrei este kit bastante prático:

Kit de reparações

Kit de reparações


Bike gate

Claro está que na minha casa há-de haver uma entrada assim:

Bike décor?

Eheheh! ;-)

Bike décor?

Fonte: http://www.geocities.com/armstrong_velo/V5/barriereVelo740H588.jpg

Vélo’V

Ouvi falar deste projecto de bicicletas de uso público no programa Cibermundo da :2 na semana passada. Fui espreitar e fiquei bem impressionada. :-) É uma bela iniciativa e um excelente serviço. E muito hi-tec! A JCDecaux é a empresa que "gere" as nossas (sofríveis) paragens de autocarros aqui em Oeiras. Era bom que quisessem importar também o Vélo'V! ;-)
EstaçãoA filaA bicicletaMuitas bicicletas! :-)

Notícias e textos sobre o Vélo'V: aqui, aqui, aqui e aqui